Roger Waters refuta críticas sobre suposta ‘apologia a Putin’ em reunião da ONU

Músico foi convidado pelo embaixador russo para participar de encontro do Conselho de Segurança, onde criticou a própria Rússia, mas também Ucrânia e EUA

Roger Waters expôs suas opiniões sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia ao Conselhor de Segurança da ONU
Roger Waters expôs suas opiniões sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia ao Conselhor de Segurança da ONU (Foto: ONU)


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Opera Mundi - O assunto do encontro foi o fornecimento de armas à Ucrânia, que foi duramente criticado pelo músico britânico em mais de uma ocasião.

A reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) desta quarta-feira (08/02) contou com a inusitada participação do músico britânico Roger Waters, ex-líder da extinta banda de rock Pink Floyd.

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O caráter pitoresco da reunião não se deu somente pelo fato de se trazer um músico a uma instância em que pessoas desse ramo não costumam participar, mas também pelo fato de que a presença de Waters foi justificada por uma publicação de Polly Samson, ex-esposa de David Gilmour, seu ex-colega de banda, na qual ela o acusa de “antissemita” e “apologista” do presidente russo Vladimir Putin.

Curiosamente, a presença de Waters foi possível graças a um convite do embaixador russo no Conselho de Segurança, Vassily Nebenzia.

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O convite, no entanto, não impediu o músico de fazer críticas à Rússia durante sua declaração ao Conselho. Waters afirmou que “a invasão da Ucrânia pela Federação Russa foi ilegal. Eu a condeno nos termos mais fortes possíveis”.

Porém, o ex-líder do Pink Floyd também foi enfático ao dizer que “a invasão russa da Ucrânia não foi sem provocação, então também condeno os provocadores nos termos mais fortes possíveis”.

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Esse trecho da declaração foi acompanhado de alusões aos governos da própria Ucrânia e dos Estados Unidos. Waters criticou o fornecimento de armas ao exército ucraniano e as políticas de sanções por parte dos países do Ocidente, o que, segundo ele, contribui para o agravamento do conflito.

“A guerra só enriquece o lobby das armas no mundo, mas muitos de nós não partilhamos os benefícios desta indústria bélica, razão pela qual o único caminho sensato é pedir um cessar-fogo imediato”, disse o músico em sua conclusão.

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Críticas de Polly Samson e David Gilmour

A declaração de Polly Samson, dias atrás, acusava Waters de justificar a postura russa na Guerra. “Infelizmente, Roger Waters é um anti-semita por dentro. Também apologista de Putin e mentiroso, ladrão, hipócrita, sonegador de impostos, misógino, doente de inveja e megalomaníaco. Chega de bobagens”, disse ela.

Seu ex-marido, Davido Gilmour, replicou a mensagem junto com um comentário seu que dizia “cada palavra é comprovadamente verdadeira”.

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A participação de Waters na reunião do Conselho de Segurança foi a primeira manifestação pessoal dele sobre o tema.

Antes disso, a única declaração tinha partido de sua assessoria de imprensa, que lançou um comunicado dizendo que o artista “está ciente dos comentários inflamatórios e extremamente imprecisos que Polly Samson fez sobre ele no Twitter, os quais ele refuta completamente. Atualmente, ele está recebendo conselhos sobre sua posição”.

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