Ritmo de crescimento das exportações chinesas desacelera para níveis de 2020

No entanto, o comércio exterior do gigante asiático disparou 10,1%, atingindo 1,98 trilhão de dólares nos primeiros quatro meses deste ano

Xi Jinping se dirige ao Fórum Boao-2022
Xi Jinping se dirige ao Fórum Boao-2022 (Foto: Mídia chinesa)


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RT - A Administração Geral das Alfândegas da China (GAC, na sigla em inglês) informou nesta segunda-feira que nos primeiros quatro meses deste ano houve um crescimento nas exportações de 12,5% para 1,09 bilhão de dólares em relação aos dados do mesmo período em 2021.

No entanto, a alta desse índice desacelerou para 3,9% ante a alta de 14,7% em março. Essa é a taxa mais fraca desde junho de 2020, informa a Bloomberg, relacionando tais estatísticas às repercussões da onda de infecções por coronavírus no país asiático. Por sua vez, os economistas consultados pela mídia deram uma pontuação média de 2,7% de aumento.

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Paralelamente, o volume de importações ficou estável neste mês após sofrer queda de 0,1% em março. Os especialistas da Bloomberg previam uma queda de 3%. Enquanto isso, de janeiro a abril, as importações ficaram em 881,42 bilhões de dólares, ou seja, um aumento de 7,1%, segundo dados oficiais.

No total, o comércio exterior do gigante asiático disparou 10,1%, chegando a 1,98 trilhão de dólares. O porta-voz do GAC, Li Kuiwen, assegurou que o objetivo de manter a estabilidade e melhorar o comércio exterior ao longo deste ano ainda tem um bom suporte, segundo a CGTN.

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Apesar dos progressos realizados, há sinais que mostram o impacto económico das medidas anticovid aplicadas pelas autoridades chinesas, sobretudo na maior cidade do país, Xangai. A cidade, onde está localizado o maior porto marítimo do mundo, foi a mais atingida pelo surto de vírus no país.

As atividades de manufatura caíram para seus níveis mais baixos desde fevereiro de 2020, enquanto o setor de logística continua a sofrer interrupções, segundo a Bloomberg. Assim, a atividade portuária caiu abaixo das taxas registradas durante a primeira onda de infecções em 2020. Por seu lado, os fornecedores sofrem maiores atrasos em mais de dois anos na entrega de matérias-primas aos seus clientes, especifica o meio de comunicação.

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