Ricupero diz que receber Guaidó é 'erro absurdo'

O diplomata brasileiro e ex-ministro Rubens Ricupero considerou que é um "erro absurdo" o governo do presidente Jair Bolsonaro receber o autoproclamado presidente encarregado da Venezuela, Juan Guaidó.

Ricupero diz que receber Guaidó é 'erro absurdo'
Ricupero diz que receber Guaidó é 'erro absurdo' (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)


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247, com Prensa Latina - O diplomata brasileiro e ex-ministro Rubens Ricupero considerou que é um "erro absurdo" o governo do presidente Jair Bolsonaro receber o autoproclamado presidente encarregado da Venezuela, Juan Guaidó.

'Reconhecer Juan Guaidó é um absurdo. Os países com tradição diplomática não o reconheceram, não o reconheceu o Vaticano, não o reconheceu a Itália', declarou o ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos à Rádio Jovem Pan.

Ele considerou que 'sempre fui crítico a reconhecer Guaidó (...). Guaidó é uma ficção porque não tem condições de governar seu país, não tem controle do território venezuelano'.

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O ex-diplomata alertou que "esse tipo de medida que os Estados Unidos adotaram (supostas ajudas humanitárias a Caracas) e o Brasil seguiu, só se usa como preliminar de guerra. Mas essa é a solução mais perigosa".

Ricupero insistiu que desde o princípio foi crítico quanto ao reconhecimento de Guaidó como presidente interino, pois isto "pressupõe o controle efetivo do território. O uso do poder, capacidade de sustentar, mandar e sustentar. Que presidente é esse que não pode nem voltar ao seu país? Ele não tem condições de governar", destacou.

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Ricupero atuou como embaixador nos Estados Unidos, Itália e exerceu a secretaria geral da agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, recebeu nesta quinta-feira (28) o autoproclamado presidente interino da Venezuela.

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O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela proibiu no mês passado o líder opositor de sair de seu país após uma petição do procurador geral da Venezuela, Tarek William Saab.

Apesar da decisão judicial, o autoproclamado presidente encarregado viajou à Colômbia para articular a entrega de uma suposta ajuda humanitária que justificaria uma intervenção militar na Venezuela, segundo alerta o Governo de Caracas.

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Líderes e organizações políticas venezuelanas, e da região consideram que a autoproclamação do deputado Guiadó como presidente interino visa gerar um golpe de Estado na Venezuela.

A Assembleia Nacional, parlamento em desacato desde 2016, atua à margem da lei e tem por finalidade a desestabilização do país vizinho.

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