Reuters: radar sugere que avião sumido saiu da rota

Dados de radar militar indicam que o avião da Malaysia Airlines desaparecido há quase uma semana voou deliberadamente por centenas de quilômetros fora da rota, aumentando a suspeita entre os investigadores de um ato criminoso

A military personnel looks out of a helicopter during a search and rescue mission off Vietnam's Tho Chu island March 10, 2014. The disappearance of Malaysia Airlines flight MH370, a Boeing 777-200ER jetliner, is an "unprecedented mystery", the country's c
A military personnel looks out of a helicopter during a search and rescue mission off Vietnam's Tho Chu island March 10, 2014. The disappearance of Malaysia Airlines flight MH370, a Boeing 777-200ER jetliner, is an "unprecedented mystery", the country's c (Foto: Gisele Federicce)


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Por Niluksi Koswanage e Siva Govindasamy

KUALA LUMPUR, 14 Mar (Reuters) - Dados de radar militar indicam que o avião da Malaysia Airlines desaparecido há quase uma semana voou deliberadamente por centenas de quilômetros fora da rota, aumentando a suspeita entre os investigadores de um ato criminoso, disseram fontes familiarizadas com a situação nesta sexta-feira à Reuters.

Duas fontes afirmaram que uma aeronave não identificada --mas que os investigadores suspeitam que fosse o voo MH370-- seguiu uma rota entre dois pontos de balizamento definidos, o que sugere que estava sendo pilotada por alguém com formação em aviação. Esse aparelho foi detectado por um radar militar pela última vez na costa noroeste da Malásia.

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O deslocamento da aeronave mostra que viajava na direção das ilhas Andaman, um arquipélago pertencente à Índia, entre o mar de Andaman e a baía de Bengala, segundo essas fontes.

Uma terceira fonte disse que as investigações se focam cada vez mais na teoria de que alguém que sabia pilotar um avião o desviou deliberadamente da rota entre Kuala Lumpur e Pequim.

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No sábado completa uma semana que o avião, um Boeing 777, desapareceu com 239 pessoas a bordo. Uma grande operação multinacional de buscas ainda não localizou nenhum vestígio do aparelho. As fontes ouvidas pela Reuters disseram que, à luz das novas informações, as buscas serão ampliadas no mar de Andaman e em outras partes do oceano Índico.

"O que podemos dizer é que estamos examinando uma sabotagem, sendo que um sequestro ainda está nas cartas", disse uma fonte, que é um agente graduado da polícia da Malásia.

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As três fontes exigiram anonimato, porque não estão autorizadas a falar publicamente sobre as investigações.

O Ministério do Transporte, que oficialmente centraliza informações sobre a investigação, não atendeu aos pedidos da Reuters para se pronunciar.

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Inicialmente as autoridades malaias descartaram uma sabotagem no desaparecimento do voo MH370, mas as informações obtidas pela Reuters indicam pela primeira vez que a hipótese criminal se tornou o principal foco.

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O desaparecimento do Boeing já se tornou um dos maiores mistérios na história moderna da aviação.

O avião foi visto pela última vez nos radares civis pouco antes de 1h30 de sábado passado (horário local), menos de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur. Nesse momento, a aeronave voava para nordeste, na direção de Pequim, passando sobre a entrada do golfo da Tailândia, perto da costa leste da Malásia.

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Mas, na quarta-feira, o comandante da Força Aérea malaia disse que o avião foi observado por um radar militar, às 2h15, num ponto 320 quilômetros a noroeste da ilha de Penang, na costa oeste da Malásia

Essa posição marca o limite da cobertura do radar militar da Malásia, segundo uma quarta fonte familiarizada com a investigação ouvida pela Reuters.

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Em entrevista coletiva na quinta-feira, o ministro do Transporte, Hishammuddin Hussein, disse que o alcance dos radares militares do país é uma "questão delicada", que não seria divulgada publicamente.

"Mesmo que (a cobertura) não existe além disso, podemos ter a cooperação de países vizinhos", afirmou.

O fato de o avião --se fosse mesmo o MH370-- ter perdido contato com o controle de tráfego e estar invisível para os radares civis sugere que alguém a bordo desligou os sistemas de comunicação, segundo as primeiras duas fontes.

Elas também deram mais detalhes sobre a direção assumida pelo avião não identificado, acompanhando corredores de aviação que constam nos mapas de pilotagem sob os códigos N571 e P628. Essas rotas são percorridas por aviões comerciais que viajam do Sudeste Asiático para o Oriente Médio e a Europa, e podem ser encontradas em documentos públicos divulgados por autoridades regionais de aviação.

Numa descrição bem mais detalhada do que havia sido divulgada até agora sobre a localização do avião nos radares militares, as fontes disseram que a última posição confirmada do MH370 foi a 35 mil pés de altitude, a cerca de 90 milhas (144 quilômetros) da costa leste da Malásia, na direção do Vietnã -- um ponto de navegação chamado "Igari". Isso foi à 1h21 de sábado.

O monitoramento militar sugere que o avião fez uma brusca curva para oeste, na direção de um ponto chamado "Vampi", a nordeste da ilha indonésia de Sumatra. Esse ponto é usado como referência para aviões na rota N571, que vai para o Oriente Médio.

De lá, o radar indica que o avião se dirigiu a um ponto chamado "Gival", ao sul da ilha tailandesa de Phuket, e foi visto pela última vez indo para noroeste, na direção do ponto "Igrex", que fica na direção das ilhas Andaman e é usado na rota P628, para a Europa.

Ele passou por esse ponto às 2h15 -- a mesma hora citada na quarta-feira pelo comandante da Força Aérea, que não deu informações sobre qual era a possível direção do avião.

As fontes disseram que a Malásia está solicitando dados brutos dos radares das vizinhas Tailândia, Indonésia e Índia, que possui uma base naval nas Andaman.

(Reportagem adicional de Christine Chan, em Cingapura)

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