Republicanos apresentam plano para evitar default dos EUA

Sinal de que os parlamentares da Câmara dos Deputados americana podem encerrar o impasse que vem abalando os mercados financeiros e pondo em xeque a futura capacidade do país de solver seus débitos

The United States Capitol dome is seen down Pennsylvania Avenue in Washington September 30, 2013. With a deadline to avert a federal government shutdown fast approaching, the U.S. Capitol was eerily quiet on Sunday as Republicans and Democrats waited for
The United States Capitol dome is seen down Pennsylvania Avenue in Washington September 30, 2013. With a deadline to avert a federal government shutdown fast approaching, the U.S. Capitol was eerily quiet on Sunday as Republicans and Democrats waited for (Foto: Gisele Federicce)


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Por Richard Cowan

WASHINGTON, 10 Out (Reuters) - Os republicanos na Câmara dos Deputados apresentaram nesta quinta-feira um plano que evitaria um iminente default dos Estados Unidos, em um sinal de que os parlamentares podem encerrar o impasse que vem abalando os mercados financeiros e pondo em xeque a futura capacidade do país de solver seus débitos.

Antes de uma reunião com o presidente dos EUA, Barack Obama, não estava claro se os republicanos estariam dispostos a pôr fim à paralisação iniciada em 1o de outubro sem concessões de Obama que minariam sua lei de reforma da saúde, fato que precipitou a crise.

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Ainda assim, a oferta para elevar o teto do endividamento do governo é uma mudança significativa dos republicanos, que esperavam obter concessões em gastos do governo e na questão da saúde. Ao ampliar o poder do governo de tomar empréstimos até possivelmente meados ou fim de novembro, o partido eliminará a ameaça de curto prazo de um calote que afetaria a todos, de aposentados a detentores de títulos públicos.

"É tempo para essas negociações e essas conversações começarem", disse o presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, a repórteres, depois de apresentar o plano a seus colegas do Partido Republicano.

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Obama já declarou que está disposto a considerar um aumento do teto do endividamento por curto prazo, desde que não seja vinculado a outras concessões. Segundo um funcionário da Casa Branca, Obama irá analisar a proposta. Mas a Casa Branca insistiu que os republicanos também têm de concordar em encerrar a paralisação iniciada em 1o de outubro.

Muitos na base republicana também pareceram céticos quanto a um acordo quando Boehner apresentou o plano em um encontro a portas fechadas, na manhã desta quinta-feira, segundo assessores. O controle de Boehner sobre sua bancada tem sido tênue este ano e muitos dos deputados mais conservadores na Câmara o desafiaram repetidamente em outras votações cruciais.

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Apesar disso, os investidores pareceram ter se animado com o desdobramento. As ações dos EUA subiram fortemente, tendo os principais índices alcançado uma alta de mais de 1 por cento.

O Departamento do Tesouro diz que não terá condições de pagar suas contas se o Congresso não elevar o atual teto de endividamento, de 16,7 trilhões de dólares, até 17 de outubro.

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Os republicanos alegam que se a questão não for resolvida até essa data o governo Obama poderia arcar com o compromisso de pagamento de títulos às custas de outras obrigações. No entanto, o secretário do Tesouro, Jack Lew, afirmou que isso não é possível.

"Seria o caos", disse ele ao Comitê de Finanças do Senado.

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O plano dos republicanos iria prorrogar essa data limite estimada pelo Tesouro por seis semanas, o que lhes daria mais tempo para conseguir cortes de despesas, a revogação de um imposto na área médica e outras medidas que dizem ser necessárias para manter a dívida nacional num nível administrável.

Os democratas querem um aumento do teto do endividamento que amplie por mais de um ano o poder do governo de tomar empréstimos.

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A Câmara poderia votar as medidas ainda na tarde desta quinta-feira, embora o horário seguisse indefinido.

(Reportagem adicional de Jason Lange, Thomas Ferraro, Steve Holland e Roberta Rampton)

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