República autônoma de Lugansk adverte contra preparação de provocações por mídia ocidental

Um representante da República Popular de Lugansk afirmou que a mídia planeja culpar a Rússia através de ataque encenado contra militares ucranianos

(Foto: Sputnik)


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Sputnik - Um representante da autoproclamada República Popular de Lugansk afirmou que a mídia americana, britânica e estoniana planeja culpar a Rússia através de ataque encenado contra militares ucranianos.

Jornalistas da mídia de países ocidentais em Donbass planejam encenar provocações culpando a Rússia por "agressão", disse na sexta-feira (4) Ivan Filiponenko, representante militar da autoproclamada República Popular de Lugansk (RPL).

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"Nossa inteligência reportou a presença de representantes da mídia dos EUA, Reino Unido e Estônia nas áreas de retaguarda da 95ª Brigada das Forças Armadas da Ucrânia", comunicou ele.

Filiponenko acrescentou, citando dados dos militares da república autoproclamada, que o comandante dessa unidade militar recebeu ordens para assegurar a segurança e trabalho das equipes de filmagem, "que devem demonstrar à comunidade ocidental uma agressão por parte da Rússia e das repúblicas populares", que além da RPL incluem a autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD).

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A República Popular de Donetsk também relembrou ter advertido várias vezes contra a preparação de falsos enredos sobre a situação na área do conflito por parte da mídia ocidental e ucraniana.

"A ausência de fatos de agressão por parte da república, quanto mais da participação da Rússia no conflito, empurra o Ocidente a filmar materiais encenados com o objetivo de criar uma imagem falsa do conflito em Donbass", afirmou Eduard Basurin, representante das forças militares da república autoproclamada.

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Lugansk também declarou que as autoridades em Kiev começaram os preparativos finais de uma ofensiva em Donbass, inclusive com ajuda de armamento recebido dos EUA e do Reino Unido.

Em 14 de janeiro a Casa Branca declarou que a Rússia procura "fabricar um pretexto para a invasão" da Ucrânia, alegações que Moscou negou. Desde então, a Rússia e as repúblicas autoproclamadas também falaram de tentativas por parte de países ocidentais de culpar o Kremlin por uma encenação de ataque a posições das repúblicas por parte da Ucrânia.

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As tensões entre o Ocidente e a Rússia em torno da Ucrânia têm aumentado no último ano, particularmente desde o final de 2021, com os EUA e a OTAN acusando Moscou de mobilizar 100.000 militares na fronteira com seu vizinho em preparação de uma invasão. Moscou retruca as declarações apontando a crescente militarização do território junto das fronteiras russas por parte da Aliança Atlântica, e sua cooperação com a Ucrânia, como ameaças à segurança da Rússia.

A Rússia propõe reduzir as tensões através da remoção de militares e armamento do país e da OTAN na proximidade entre os dois lados e do fim da expansão da Aliança Atlântica para leste, mas até agora as negociações não têm tido sucesso.

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