Representante dos EUA reconhece dificuldade de derrubar Maduro

O enviado dos Estados Unidos à Venezuela, Elliot Abrams, admitiu que não há sinais de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro esteja aberto a negociações para deixar o governo, cedendo o poder ao líder da oposição Juan Guaidó; Abrams, que serviu nas administrações de Ronald Reagan e George W. Bush, disse que qualquer solução negociada precisaria ser alcançada entre os venezuelanos, e que os Estados Unidos poderiam ajudar levantando ou facilitando as sanções norte-americanas e restrições de viagem uma vez que Maduro concordasse em sair

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247, com Reuters - O enviado dos Estados Unidos à Venezuela, Elliot Abrams, admitiu que não há sinais de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro esteja aberto a negociações para deixar o governo, cedendo o poder ao líder da oposição Juan Guaidó.

Abrams, que serviu nas administrações de Ronald Reagan e George W. Bush, disse que qualquer solução negociada precisaria ser alcançada entre os venezuelanos, e que os Estados Unidos poderiam ajudar levantando ou facilitando as sanções norte-americanas e restrições de viagem uma vez que Maduro concordasse em sair.

Mas Abrams se mostrou frustrado com a capacidade de resistência do líder bolivariano. "De tudo o que vimos, a tática de Maduro é ficar parado", disse Abrams em uma entrevista na sexta-feira (8).

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Países aliados dos Estados Unidos na América Latina e Europa reconheceram Guaidó como o chefe de Estado interino da Venezuela, mas Maduro mantém o apoio da Rússia e da China, bem como o controle de instituições estatais, incluindo as Forças Armadas.

Abrams se encontrou com representantes russos nos EUA com os quais conversou sobre o apoio de Moscou a Maduro. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse no início do mês, depois de uma conversa por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que seu país estava pronto para participar de conversações bilaterais sobre a Venezuela.

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"Os russos continuam a apoiar Maduro e não há indicação de que eu tenha visto que eles estão dizendo que é hora de acabar com isso", disse Abrams.

Washington pediu aos bancos estrangeiros que garantam que os funcionários do governo de Maduro e da Venezuela não estejam escondendo ativos financeiros no exterior. John Bolton, o conselheiro de segurança nacional dos EUA, ameaçou na semana passada impor sanções contra qualquer instituição financeira que ajudasse Maduro.

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"Não vamos conseguir nenhuma cooperação dos bancos russos, mas acho que cada passo que damos dificulta que o regime roube dinheiro", disse Abrams.

A Rússia tem 3,1 bilhões de dólares em dívidas soberanas da Venezuela e atuou como credor de última instância para Caracas, com o governo e a gigante do petróleo russa, a Rosneft, entregando à Venezuela pelo menos 17 bilhões de dólares em empréstimos e linhas de crédito desde 2006.

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Abrams disse que ainda não falou com autoridades do governo chinês sobre o apoio de Pequim a Maduro, por problemas de agendamento. "Nós vamos fazer isso", disse Abrams.

Referindo-se a Cuba, o enviado norte-americano descreveu a ilha como "um parasita que se alimenta da Venezuela há décadas", tomando seu petróleo enquanto oferece inteligência e outras proteções para Maduro.

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"Há milhares de oficiais cubanos, e literalmente, fisicamente em torno dele. De certa forma, eles são os principais assessores de Maduro", disse Abrams sobre o papel de Havana.

Cuba tem sido um dos principais apoiadores do governo socialista venezuelano desde a Revolução Bolivariana que começou sob a liderança de Hugo Chávez.

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Cuba negou ter forças de segurança na Venezuela e disse que declarações como a de Abrams faziam parte de uma campanha de mentiras que visava abrir caminho para a intervenção militar norte-americana no país sul-americano.

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