Relação Cuba e EUA só será normal com fim do embargo, diz Raul
Presidente de Cuba, Raúl Castro, disse que não vê normalização das relações entre EUA e Cuba enquanto o embargo à ilha permanecer válido; Ele pediu, também, que o presidente norte-americano, Barack Obama, use seus “poderes executivos” para acabar com o bloqueio, além de pedir que o país norte-americano devolva o território “cubano ilegalmente ocupado” pela Base Naval de Guantánamo; "Esperamos que Obama continue usando seus poderes executivos, ou seja, aqueles que pode usar como presidente sem interferências do Congresso, para desmantelar aspectos dessa política que causa danos e privações ao nosso povo", disse Raúl Castro
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Do Opera Mundi - O presidente de Cuba, Raúl Castro, disse quarta-feira (15/07) que não vê normalização das relações entre EUA e Cuba enquanto houver embargo à ilha. Ele pediu, também, que o presidente norte-americano, Barack Obama, use seus “poderes executivos” para acabar com o bloqueio e que o país devolva o território “ilegalmente ocupado” pela Base Naval de Guantánamo.
"Esperamos que Obama continue usando seus poderes executivos, ou seja, aqueles que pode usar como presidente sem interferências do Congresso, para desmantelar aspectos dessa política que causa danos e privações ao nosso povo", disse Raúl, durante discurso na Assembleia Nacional de Cuba.
Faltando cinco dias para o restabelecimento oficial das relações diplomáticas entre Havana e Washington, o líder cubano destacou que na próxima segunda-feira será concluída a primeira fase do histórico processo iniciado em 17 de dezembro de 2014. "Começará então uma nova etapa, longa e complexa, no caminho para a normalização das relações, que requererá vontade para encontrar soluções aos problemas que se acumularam por mais de cinco décadas e afetam os vínculos entre nossos países e laços", acrescentou.
Pedidos
Cuba também exige dos EUA que o país interrompa as transmissões ilegais de emissoras de rádio e televisão para a ilha, que acabem com os programas que, diz, promovem "a subversão e a desestabilização internas" e que o país seja compensado pelos "danos humanos e econômicos" provocados pelas políticas de Washington.
Segundo Raúl, os dois países podem "cooperar e coexistir civilizadamente em benefício mútuo, acima das diferenças que temos e teremos, contribuindo com a paz, segurança, estabilidade e igualdade no continente e no mundo."
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