Reino Unido julga recurso dos EUA para extraditar Assange
Washington recorre da decisão britânica de não extraditar o fundador do WikiLeaks
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Brasil de Fato - O Judiciário do Reino Unido começa a decidir na quarta-feira, 27 de outubro, sobre recursos apresentados pelos Estados Unidos contra a decisão britânica de não extraditar Julian Assange. Os estadunidenses oferecem permitir que o fundador do WikiLeaks cumpra sua pena em seu país natal, a Austrália, e outras ofertas, como o não uso das diretrizes de detenção de segurança máxima.
Os EUA afirmam que Assange conspirou com a analista de inteligência Chelsea Manning para obter informações secretas e defendem que ele responda por acusações do Ato de Espionagem, entre outras acusações. Nos EUA, o jornalista do WikiLeaks pode ser condenado a até 175 anos de detenção.
Para tentar reverter a decisão britânica de não extraditar Assange, Washington oferece um pacote de supostas garantias.
A decisão ocorre após investigação do Yahoo News revelar que as autoridades estadunidenses teriam elaborarado planos para sequestrar e até assassinar Assange. As medidas teriam sido discutidas após o WilkiLeaks publicar informações confidenciais da CIA durante o governo de Donald Trump.
"Espero que o tribunal chegue à decisão correta e mantenha a decisão do tribunal magistrado de que ele não deve ser extraditado. Essa é a única decisão viável porque, senão, teria um impacto devastador sobre o futuro do jornalismo", apontou Kristinn Hrafnsson, editor do WikiLeaks, segundo a Sputnik.
Partidários da liberdade de Assange simularam seu julgamento no Tribunal de Belmarsh, em referência ao nome da prisão britânica de segurança máxima que detém o jornalista, informa o Democracy Now.
“Julian [Assange] não só não deveria ser acusado. Ele deveria ser declarado um herói ”, disse o escritor Tariq Ali no evento. “Ele nunca deveria ter estado na prisão por incumprimento [de fiança]. Ele também não deve estar na prisão agora, enquanto aguarda o julgamento de extradição. Ele deveria ser dilberado." Também participaram Yanis Varoufakis, Edward Snowden e o político britânico Jeremy Corbyn.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247