Refugiados sírios chegam a mais de 2 milhões

Crise, que completa dois meses e meio, matou mais de 100 mil pessoas. O alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, disse que a situação atual no país é de “calamidade humanitária sem precedentes na história recente”

Crise, que completa dois meses e meio, matou mais de 100 mil pessoas. O alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, disse que a situação atual no país é de “calamidade humanitária sem precedentes na história recente”
Crise, que completa dois meses e meio, matou mais de 100 mil pessoas. O alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, disse que a situação atual no país é de “calamidade humanitária sem precedentes na história recente” (Foto: Roberta Namour)


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Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A crise na Síria, que completa dois meses e meio e que matou mais de 100 mil pessoas, provoca o aumento contínuo de refugiados. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informou que o número de pessoas que buscam refúgio em outros países ultrapassou a marca de 2 milhões. Houve um aumento de quase 1,8 milhão de pessoas que saem da Síria, em apenas 12 meses. Há um ano, o número de sírios registrados como refugiados ou esperando pelo registro era 230.671 pessoas.

O alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, disse que a situação atual no país é de “calamidade humanitária sem precedentes na história recente”. “O único conforto é a postura humanitária demonstrada pelos países da vizinhança de receber e salvar as vidas de tantos refugiados”, disse.

Mais de 97% dos refugiados sírios estão abrigados em países vizinhos à Síria, sobrecarregando a infraestrutura, economia e dinâmica social da região. A média diária de fuga é de 5 mil sírios. Os locais mais procurados são o Iraque, a Jordânia, o Líbano e a Turquia. Amanhã (4), autoridades dos quatro países se reúnem em Genebra (Suíça), na tentativa de acelerar o apoio internacional para ajudar os refugiados.

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O balanço do Acnur mostra que até o fim de agosto, os números de refugiados eram 110 mil no Egito; 168 mil no Iraque; 515 mil na Jordânia; 716 mil no Líbano; e 460 mil na Turquia. Pelo menos 52% são crianças e adolescentes com menos de 17 anos. Na semana passada, o Acnur havia divulgado que o número de crianças sírias refugiadas havia ultrapassado a marca de 1 milhão.

Paralelamente, mais de 4,25 milhões de pessoas estão deslocadas internamente na Síria, de acordo com estatística de 27 de agosto do Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).

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O Acnur atua internamente na Síria e sofre com a escassez dos recursos, pois tem 47% dos fundos necessários para atender às necessidades emergenciais dos refugiados cobertos. Criado em 1950 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o alto comissariado tem o objetivo de liderar e coordenar ações internacionais que solucionem as questões de proteção a refugiados em todo o mundo. Pelo estatuto de criação, a prioridade do Acnur é salvaguardar os direitos e o bem-estar dos refugiados.

Edição: Graça Adjuto

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