Racismo de Netanyahu revolta atrizes e modelos em Israel

Em período pré-eleitoral, os ânimos estão exaltados em Israel. Com eleições legislativas marcadas para 9 de abril, a demonstração mais recente - e de grande visibilidade - disso foi a reprovação que modelos e atrizes, como a protagonista de "Mulher-Maravilha", Gal Gadot, expressaram contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, depois de ele declarar que o Estado não é para todos

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Racismo de Netanyahu revolta atrizes e modelos em Israel


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247, com EFE - Em período pré-eleitoral, os ânimos estão exaltados em Israel. Com eleições legislativas marcadas para 9 de abril, a demonstração mais recente - e de grande visibilidade - disso foi a reprovação que modelos e atrizes, como a protagonista de "Mulher-Maravilha", Gal Gadot, expressaram contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, depois de ele declarar que o Estado não é para todos.

O estopim da polêmica foi a resposta que Rotem Sela, popular modelo, atriz e apresentadora de TV, deu no seu Instagram para as declarações da ministra da Cultura, Miri Regev, do Likud (partido de Netanyahu), que alertava sobre possíveis alianças políticas com "os árabes".

"Qual o problema dos árabes? Existem árabes neste país também. Quando finalmente alguém deste governo dirá às pessoas que Israel é um país de todos e que todos nascemos iguais? Os árabes, pelo amor de Deus, também são seres humanos", disse ela.

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Netanyahu aproveitou a ocasião para deixar clara a sua posição e respondeu: "Querida Rotem, uma correção importante: Israel não é um Estado de todos os cidadãos. De acordo com a Lei Fundamental que aprovamos, Israel é um Estado-nação do povo judeu e somente do povo judeu".

Pouco depois, Gal Gadot entrou no debate e lembrou o mandamento: "Ame o próximo como a si mesmo".

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"Não é uma questão de direita ou esquerda, judeu ou árabe, laico ou religioso. É uma questão de diálogo, de diálogo para paz, para a segurança e de tolerância um com o outro", continuou a atriz, que também disse que Sela "é uma inspiração para todos".

Aproximadamente 20% da população israelense é árabe com nacionalidade israelense, muitos são palestinos que ficaram dentro da fronteira de Israel após sua criação, em 1948, e seus descendentes. O grupo se considera discriminado, e os setores mais extremistas de Israel consideram que eles sejam uma ameaça para a identidade judaica do país.

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A terceira a se unir à discussão foi a atriz Maya Dagan, que também apoiou Sela no Instagram.

"Ela não é corajosa. Ela é normal. Ela é sensata. Ela é uma cidadã que se importa, que ama o nosso país, como eu e todas as pessoas que moram aqui. Esse medo de não poder expressar sua opinião é ilógico. Eu me junto a vocês. Eu reafirmo o que você disse. Parabéns, Rotem. Estou orgulhosa de você", escreveu.

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A modelo Shlomit Malka continuou, de acordo com o jornal "Haaretz", com um post no Facebook que condena as críticas a Sela. Ela destacou que "a decência vem antes do Torá" (o livro sagrado do judaísmo).

A organização progressista judaica americana J Street também reprovou as palavras do chefe de governo de Israel e se disse "alarmada com a crescente campanha de incitação contra os cidadãos árabes de Israel que agora está sendo realizada pelo primeiro-ministro Netanyahu e outros políticos israelenses de direita" e criticou o que considera uma retórica "vergonhosa e racista" que "coloca em risco os árabes-israelenses e fundamentalmente o compromisso de Israel com a democracia".

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Diante da polêmica formada, o presidente israelense, Reuven Rivlin, condenou no último dia 12, em um discurso na Universidade Hebraica, o que definiu como "um discurso inaceitável sobre os cidadãos árabes de Israel", segundo o jornal "Maariv".

"Não há cidadãos de primeira classe, não há eleitores de segunda classe. Somos todos iguais na cabine de votação, judeus e árabes", enfatizou o presidente.

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