Quebra de contrato da Austrália com a França pode afetar conversas sobre livre comércio com a União Europeia
Bruxelas adiou as negociações sobre o Acordo de Livre Comércio UE-Austrália
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Sputnik - A União Europeia, sediada em Bruxelas, adiou as negociações sobre o Acordo de Livre Comércio com a Austrália. O adiamento da próxima ronda de conversas ocorreu após a decisão australiana de quebrar o contrato de submarinos franco-australiano.
A 12ª rodada de negociações comerciais entre Bruxelas e Camberra deveria ocorrer em outubro. Fontes na Comissão Europeia informaram que as negociações não podem ser realizadas como foi programado por causa de várias questões pendentes.
É possível que as conversas ocorram daqui a um mês. Uma fonte próxima das negociações confirmou que o adiamento do processo está ligado aos submarinos.
O ministro do Comércio da Austrália, Dan Tehan, que viajou para a UE a fim de discutir as próximas consultas com o comissário europeu Valdis Dombrovskis, declarou que considera que se trata de adiamento das negociações e não de seu cancelamento.
"Com base nos progressos substanciais realizados nas 10ª e 11ª rodadas, continuaremos a preparação para a 12ª rodada de negociações e trabalhando para a celebração do acordo de livre comércio que seja do interesse tanto da Austrália, como da UE", disse o ministro.
O ministro australiano irá a Paris na próxima semana, mas ainda não combinou uma reunião com seu homólogo francês Franck Riester. Por sua vez, a associação de empresários franceses MEDEF cancelou seu encontro com Tehan, conforme a mídia.
Em 15 de setembro, a Austrália, Reino Unido e EUA anunciaram a criação da aliança militar AUKUS, que levou ao cancelamento por Camberra de um contrato de compra de 12 submarinos convencionais da classe Barracuda com a empresa de defesa naval francesa Naval Group.
A França se indignou com a decisão da Austrália. O secretário de Estado dos Assuntos Europeus francês, Clément Beaune, disse que é pouco provável que a UE continue negociando o comércio livre com a Austrália, uma vez que a confiança em Camberra foi minada por causa do cancelamento do contrato franco-australiano.
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