Puxada pelo preço da energia, inflação acumulada nos EUA chega a 8,5%, maior patamar em 40 anos

"Parte do aumento ocorreu porque a invasão da Ucrânia elevou os preços dos combustíveis", diz o New York Times. Sanções contra a Rússia prejudicaram as cadeias de produção

Casa Branca
Casa Branca (Foto: Divulgação)


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247 - A inflação acumulada nos últimos 12 meses nos Estados Unidos chegou a 8,5%, maior patamar registrado nos últimos 40 anos, puxada pelo preço da energia, que disparou após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. O número foi divulgado pelo Departamento do Trabalho nesta terça-feira (12).

"Uma parte substancial do aumento da inflação em março ocorreu porque a invasão da Ucrânia pela Rússia elevou os preços dos combustíveis no mês passado, com a média dos EUA para um galão de gasolina comum chegando a US$ 4,33 em 11 de março", diz o The New York Times. Liderados pelos EUA, países do Ocidente impuseram à Rússia diversas sanções econômicas, o que prejudicou fortemente as cadeias de produção por todo o mundo, elevando seus custos.

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Um índice tão alto havia sido registrado pela última vez em 1981.

Saiba mais na reportagem do Infomoney:

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Infomoney - O índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) acelerou e teve alta de 1,2% em março frente fevereiro, em linha com o esperado, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho nesta terça-feira (12), após avanço de 0,8% no mês anterior. Na base anual, a alta foi de 8,5%.

O núcleo da inflação (que exclui alimentos e energia), por sua vez, teve alta de 0,3% em março frente fevereiro, abaixo do esperado. Na comparação anual, a alta foi de 6,5%.

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O consenso Refinitiv apontava para alta de 1,2% do índice cheio na base mensal e de 8,4% na comparação anual.

Já para o núcleo, a projeção era de avanço de 0,5% frente fevereiro, levando a uma alta esperada frente igual período de 2021 de 6,6%.

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Com relação ao índice cheio, a gasolina subiu 18,3% em março e representou mais da metade do aumento mensal de todos os itens. Outros índices de componentes energéticos também subiram. O índice de alimentação subiu 1%  e o índice de alimentação em casa subiu 1,5%.

Sobre o núcleo, os índices de habitação (“shelter”) foram de longe os maiores responsáveis pela alta, com um amplo conjunto de outros índices também contribuindo, incluindo aqueles para tarifas aéreas, móveis e operações domésticas, assistência e seguro automóvel. Em contraste, o índice de carros usados ​​e caminhões caíram 3,8% no mês.

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