Putin: Rússia fará tudo para que o conflito na Ucrânia termine, quanto mais rápido, melhor
Na opinião do presidente russo, Kiev só beneficiará com a realização de negociações para terminar o conflito
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Sputnik - Todos os conflitos armados terminam em negociações, e quanto mais cedo Kiev entender isso, melhor, disse na quinta-feira (22) Vladimir Putin, presidente da Rússia.
"Todos os conflitos armados terminam de uma forma ou de outra com negociações por via diplomática, e nós nunca desistimos" delas, apontou Putin em uma coletiva de imprensa.
"Quanto mais cedo esta compreensão chegar àqueles que se opõem a nós, melhor", sublinhou.
Sobre a duração da operação especial, Putin comentou que "a intensificação das hostilidades leva a perdas injustificadas, a galinha come cada grãozinho".
Ele referiu que a entrega de uma bateria do sistema antiaéreo americano Patriot, parte de uma nova rodada de auxílio militar a Kiev, avaliada em US$ 1,85 bilhão (R$ 9,6 bilhões), também será visada por Moscou.
"Agora eles dizem que podem colocar Patriot lá. Muito bem, deixem-os colocá-lo lá, nós também vamos destruir o Patriot."
O presidente russo também comparou os complexos militar-industriais da Rússia e da Ucrânia.
"Não vou dar números agora sobre quantos, por exemplo, projéteis gastamos por dia, são grandes números. Mas a diferença entre nós, digamos, e aqueles que se opõem a nós é que, digamos, o complexo militar-industrial ucraniano, se não foi completamente anulado, está rapidamente se aproximando disso. Em breve deixará de ter base própria", qualificou o mandatário.
Vladimir Putin acrescentou que a base da Rússia está "apenas crescendo", sem ser em detrimento de outros setores da economia. Ao mesmo tempo, e ao contrário da Ucrânia, a Rússia tem desenvolvido sua indústria de defesa, ciência e tecnologia militares nas últimas décadas, assegurou ele.
O presidente da Rússia destacou as "raízes" comuns entre os russos e ucranianos, como forma de superar os elementos que os superam.
"Nós partimos de que princípio no passado? Partimos do princípio de que a União Soviética podia ter deixado de existir, mas como disse ontem [21] na reunião da diretoria do Ministério da Defesa [...] As nossas raízes históricas comuns são raízes da comunidade cultural e espiritual, elas serão mais fortes do que o que nos está separando, e essas tendências sempre existiram. O que une é mais forte", resumiu.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247