Putin quer redução da presença militar dos EUA na Europa Oriental

Estados Unidos tem base com mísseis na Polônia, entre outras bases militares espalhadas por países próximos da Rússia

01/02/2022
Yuri Kochetkov/Pool via REUTERS
01/02/2022 Yuri Kochetkov/Pool via REUTERS (Foto: POOL)


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247 - Uma das exigências do presidente da Rússia, Vladimir Putin, para reduzir as tensões com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no oriente europeu é a redução da presença militar dos Estados Unidos na região.

A cerca de 160 km do território russo e 1287 km da capital Moscou, os EUA mantêm uma base militar secreta armada de mísseis na Polônia. Washington insiste que esta base é importante para defender a Europa e os EUA de mísseis balísticos disparados por estados não alinhados com o país.

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"Notícia aterrorizante: a Rússia tem uma nova base de mísseis a cerca de 100 milhas do território dos EUA e a apenas 800 milhas de DC. Opa, erro meu: na verdade é uma nova base de mísseis dos EUA na Polônia, 'a cerca de 160 quilômetros do território russo e a apenas 1.300 quilômetros da própria Moscou'. Deixa pra lá!", ironizou o jornalista canadense Aaron Maté.

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Além da base na Polônia, os EUA ainda têm uma base na Romênia. Segundo Putin, as bases são evidências do que ele vê como a ameaça representada pela expansão da Otan para o Leste.

A tensão envolvendo a Ucrânia, por exemplo, iniciou com a proposta dos norte-americanos de incluir o país na Otan, o que desagradou os russos. Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e outros Estados do tratado militar passaram a enviar armamentos e soldados para território ucraniano e de outros países da região, como a Polônia. Putin respondeu locomovendo tropas russas para a fronteira com a Ucrânia.

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Desde novembro, os EUA vinham alertando para uma possível invasão russa do território, o que o governo Putin negou diversas vezes, buscando a via diplomática. 

Esta semana parece ter havido um acordo entre os governos da Rússia e da Ucrânia. Putin mandou as tropas recuarem na região fronteiriça e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky defendeu diálogos com o país vizinho, mudando sua abordagem agressiva e anti-russa sobre o assunto.

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De acordo com a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, os EUA foram derrotados sem haver um único tiro, pois o governo russo conseguiu resolver a situação através da diplomacia, sem entrar num conflito militar que seria usado como pretexto para uma campanha norte-americana, através de sanções, contra Rússia.

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