Putin e Erdogan se encontram em Moscou para tentar resolver impasse na Síria

Expectativa da Rússia ao receber o presidente turco é "alcançar um entendimento comum" sobre as causas e efeitos da escalada militar na província síria de Idlib, além de desenvolver uma série de "medidas conjuntas necessárias" para impedir seu desenvolvimento

Vladimir Putin e Erdogan
Vladimir Putin e Erdogan (Foto: Umit Bektas/Reuters/Russia Today)


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247 - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, se reúne nesta quinta-feira (5), em Moscou, com seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan, para buscar uma maneira de resolver a crise na província síria de Idlib.

O porta-voz presidencial da Rússia, Dmitri Peskov, disse à imprensa que o plano para a reunião é "discutir a crise de Idlib com Erdogan", enquanto as expectativas passam por "alcançar um entendimento comum" sobre as causas e os "efeitos nocivos" dessa escalada, além de elaborar uma série de "medidas conjuntas necessárias" para impedir seu desenvolvimento.

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O Kremlin reconhece que é uma "reunião difícil", embora espere que as negociações sejam frutíferas. A esse respeito, Peskov destaca que os dois chefes de Estado "reafirmam sua abordagem para resolver a situação" e seu compromisso com os acordos de Sochi de 2018.

Peskov afirma que, "primeiro será necessário comparar as opiniões sobre como os acordos de Sochi são implementados e quais obrigações anteriormente assumidas cada país deve cumprir". A esse respeito, o porta-voz russo lembrou que o lado turco prometeu neutralizar os grupos terroristas em Idlib, que continuam a "atacar as tropas sírias" e a realizar ações agressivas contra instalações militares russas.

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Esse cenário é "inaceitável e contrário aos acordos de Sochi", enfatizou Peskov, acrescentando que o Kremlin não esconde sua preocupação "pelo fato de que esses grupos terroristas há muito se sentem à vontade na área de Idlib".

Por seu lado, o presidente turco voltou a manifestar a esperança na quarta-feira sobre a possibilidade de as negociações com Moscou sobre a situação em Idlib se concluírem com um "cessar-fogo imediato na Síria".

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Ao mesmo tempo, ele confirmou que pediu ao seu colega dos EUA, Donald Trump, para fornecer munição às forças de Ancara para sua operação militar em Idlib, algo que Washington estaria disposto a fazer, de acordo com James Jeffrey, representante especial da EUA para a Síria.

As informações são de Russia Today

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