Putin diz que visita de Pelosi a Taiwan foi uma aventura

A aventura norte-americana em relação a Taiwan faz parte da estratégia consciente e deliberada dos EUA de desestabilização na região e no mundo, diz Putin

Presidente russo, Vladimir Putin
Presidente russo, Vladimir Putin (Foto: Sputnik/Ramil Sitdikov/Kremlin via REUTERS)


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Sputnik - A visita da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan não foi uma simples viagem de uma política irresponsável individual, mas uma demonstração ostentativa de falta de respeito à soberania de outros países, acredita Vladimir Putin.

"A aventura norte-americana em relação a Taiwan não foi simplesmente uma viagem de um político irresponsável, mas parte da estratégia consciente e deliberada dos EUA de desestabilização e caotização da situação na região e no mundo, impertinente manifestação de desrespeito à soberania de outros países e aos seus compromissos internacionais. Vimos nisso uma provocação cuidadosamente planejada", afirmou o presidente.

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A visita de Pelosi à ilha de Taiwan ocorreu de 2 a 3 de agosto, se tornando a primeira viagem de um presidente da Câmara dos Representantes americano a Taiwan desde 1997. Assim, ela foi a primeira alta funcionária norte-americana a visitar a ilha nos últimos 25 anos. 

A situação mundial está mudando de forma dinâmica, cada vez mais países e povos escolhem o caminho do desenvolvimento soberano, declarou o presidente russo, Vladimir Putin, durante a abertura da X Conferência de Segurança Internacional de Moscou.

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"Ressalto: justamente o mundo multipolar, baseado no direito internacional e nas relações mais justas, abre novas possibilidades para combater ameaças comuns. Entre essas estão os conflitos regionais e a disseminação das armas de destruição em massa, terrorismo e criminalidade cibernética", afirmou Vladimir Putin.

Ele notou que todos esses desafios têm caráter global e sem esforços unidos de todos os países não podem ser ultrapassados.

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Os países ocidentais, no entanto, tentam manter a hegemonia realizando uma política de contenção e minando quaisquer vias de desenvolvimento alternativas de outras nações, disse o mandatário russo.

"Elites globalistas ocidentais estão resistindo aos processos objetivos, provocando caos, incitando conflitos antigos e novos e realizando a chamada política de contenção, mas em essência – de enfraquecimento de quaisquer caminhos de desenvolvimento independentes e alternativos."

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Conforme suas palavras, de tal maneira o Ocidente pretende manter seu poder e conter os países "presos em uma ordem neocolonial em sua essência. Sua hegemonia significa a estagnação para todo o mundo, para toda a civilização, fanatismo e cancelamento cultural, totalitarismo neoliberal", sublinhou Putin.

O líder russo ainda ressaltou que todos os meios estão sendo utilizados.

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"Os EUA e seus vassalos intervêm grosseiramente nos assuntos internos de Estados soberanos: organizam provocações, golpes de Estado e guerras civis. Com ameaças, chantagem e pressão, eles tentam forçar os países independentes a obedecer e viver seguindo as regras alheias", acrescentou.

De acordo com Putin, o Ocidente toma todas essas medidas perseguindo um único objetivo – "manter seu domínio e o modelo que permite parasitar por todo o mundo, como era antes por séculos, e tal modelo pode ser mantido apenas através da força".

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