Putin defende diálogo com a Coreia do Norte, em vez de ameaças
"Somos categoricamente contra a ampliação do clube de potências nucleares, inclusive em benefício da Coreia do Norte. Nós somos contra e consideramos (o disparo) contraproducente, prejudicial e perigosos", afirmou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em entrevista coletiva em Pequim; "Mas temos que retornar ao diálogo, parar de intimidar a Coreia do Norte e encontrar uma solução pacífica para resolver este problema", acrescentou
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247 com agências - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chamou nesta segunda-feira de "contraproducente e perigoso" o lançamento de um novo míssil norte-coreano, mas defendeu que a comunidade internacional tente dialogar com a Coreia do Norte, em vez de ameaça-la.
"Somos categoricamente contra a ampliação do clube de potências nucleares, inclusive em benefício da Coreia do Norte (...) Nós somos contra e consideramos (o disparo) contraproducente, prejudicial e perigosos", afirmou Putin em uma entrevista coletiva em Pequim. Mas "temos que retornar ao diálogo, parar de intimidar a Coreia do Norte e encontrar uma solução pacífica para resolver este problema", acrescentou.
Pyongyang lançou no domingo um míssil balístico que percorreu 700 km antes de cair no Mar do Japão, segundo o exército da Coreia do Sul. Após o lançamento, Putin e o presidente chinês, Xi Jinping, expressaram "preocupação" com o "aumento das tensões".
Em discurso em Pequim, Putin também falou sobre o projeto de gasoduto Força da Sibéria, frisando que a Rússia e a China não possuem desacordos quanto ao preço do gás no âmbito deste projeto.
"Os trabalhos no âmbito do projeto de gasoduto Força da Sibéria estão em curso de acordo com o plano. Não possuímos desacordos quanto aos preços, praticamente tudo foi negociado. O gás natural liquidificado será produzido em conjunto, e entraremos confiantes nos mercados de países terceiros", ressaltou Putin.
Em seu discurso, o presidente da Rússia abordou várias questões, incluindo a recente competição Eurovisão, onde a Rússia não participou, pois as forças de segurança da Ucrânia não permitiram a entrada da artista russa Yulia Samoilova por ela ter se apresentado na Crimeia sem avisar a autoridades do país e sem ter pedido permissão para Ucrânia.
"Em se tratando do Eurovisão, quem queria assistir, pôde assisti-lo por Internet. As ações das nossas instituições envolvidas no processo quanto à recusa de participar do mesmo são completamente corretas, pois hoje autoridades ucranianas não estão em condições de receber um evento do tipo", comentou Vladimir Putin.
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