Putin chega à Crimeia: "Provocação", diz Ucrânia

Presidente da Rússia pisa pela primeira vez em território que foi anexado, após plebiscito, ao país; governo da Ucrânia, que perdeu a península, classifica vista de "provocação"; Ministério do Interior anuncia morte de 20 rebeldes pró-Rússia, no porto de Mariupol; no leste, novo plebiscito por separação irá ocorrer domingo; "A vontade ferrenha do povo soviético, seu destemor e resistência salvaram a Europa da escravidão", disse Putin; guerra à vista?

Presidente da Rússia pisa pela primeira vez em território que foi anexado, após plebiscito, ao país; governo da Ucrânia, que perdeu a península, classifica vista de "provocação"; Ministério do Interior anuncia morte de 20 rebeldes pró-Rússia, no porto de Mariupol; no leste, novo plebiscito por separação irá ocorrer domingo; "A vontade ferrenha do povo soviético, seu destemor e resistência salvaram a Europa da escravidão", disse Putin; guerra à vista?
Presidente da Rússia pisa pela primeira vez em território que foi anexado, após plebiscito, ao país; governo da Ucrânia, que perdeu a península, classifica vista de "provocação"; Ministério do Interior anuncia morte de 20 rebeldes pró-Rússia, no porto de Mariupol; no leste, novo plebiscito por separação irá ocorrer domingo; "A vontade ferrenha do povo soviético, seu destemor e resistência salvaram a Europa da escravidão", disse Putin; guerra à vista? (Foto: Marco Damiani)


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Por Darya Korsunskaya e Alexander Winning

SEBASTOPOL, 9 Mai (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, foi à Crimeia nesta sexta-feira para os desfiles que marcam a vitória soviética na Segunda Guerra Mundial, sua primeira visita à região desde que a ex-península ucraniana foi anexada à Rússia.

No leste ucraniano, onde rebeldes pró-Moscou planejam um referendo no domingo para seguir a Crimeia e se separar da Ucrânia. O Ministério do Interior da Ucrânia informou que suas forças de segurança mataram 20 rebeldes pró-Rússia no porto de Mariupol, em um dos confrontos mais sangrentos entre forças ucranianas e separatistas.

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O secretario-geral da Otan, Fogh Rasmussen, condenou a visita de Putin à Crimeia, cuja anexação, em março, não foi reconhecida por potências ocidentais. Ele também questionou informações sobre uma declaração do Kremlin de que havia retirado tropas da fronteira ucraniana.

O governo em Kiev definiu a visita de Putin à Crimeia como uma "provocação" cuja intenção era deliberadamente agravar a crise.
Mais cedo nesta sexta-feira, Putin presidiu a maior celebração do Dia da Vitória que Moscou realizou nos últimos anos. Os tanques, aeronaves e mísseis balísticos intercontinentais foram um lembrete ao mundo - a eleitores russos - da determinação de Putin de reviver o poderio mundial de Moscou, 23 anos após o colapso da União Soviética.

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"A vontade ferrenha do povo soviético, seu destemor e resistência salvaram a Europa da escravidão", disse Putin em um discurso aos militares e veteranos de guerra reunidos na Praça Vermelha.

Estava previsto que ele iria ao desfile e outros eventos do aniversário da guerra, na Crimeia. Este ano também é o 70o aniversário da batalha na qual o Exército Vermelho retomou controle da península, situada do Mar Negro, que estava sob ocupação dos nazistas.

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Rasmussen, da OTAN, classificou a viagem como "inapropriada". (Reportagem adicional de Nigel Stephenson em Moscow, David Mardiste em Tallinn, Ralph Boulton, Pavel Polityuk, Aleksandar Vasovic e Elizabeth Piper em Kiev e Alessandra Prentice em Slaviansk)

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