Putin: ataque dos EUA foi agressão a estado soberano sob pretexto fictício

Dmitry Peskov, porta-voz do presidente russo, declarou na manhã da sexta-feira (7) que Vladimir Putin considera os ataques na Síria realizados pelos EUA uma agressão contra um Estado soberano e violação das normas do Direito Internacional sob um pretexto fictício; Putin também avalia que ação deve afetar relações russo-americanas, que já estavam, antes do episódio, em uma situação deplorável

Presidente russo, Vladimir Putin, durante reunião de segurança no Kremlin, em Moscou, na Rússia. 04/12/2015 REUTERS/Alexei Nikolsky/Sputnik/Kremlin
Presidente russo, Vladimir Putin, durante reunião de segurança no Kremlin, em Moscou, na Rússia. 04/12/2015 REUTERS/Alexei Nikolsky/Sputnik/Kremlin (Foto: Giuliana Miranda)


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Da Sputnik Brasil

Dmitry Peskov, porta-voz do presidente russo, declarou na manhã da sexta-feira (7) que Vladimir Putin considera os ataques na Síria realizados pelos EUA como um dano para as relações russo-americanas, que já estão, sem isso, em uma situação deplorável.

"O presidente Putin acredita que este passo não só não nos aproxima do objetivo final na luta contra terrorismo internacional, como, pelo contrário, cria um obstáculo sério para a criação de uma coalizão internacional para combatê-lo e oferecer uma resistência eficaz a esse mal mundial, que, a propósito, o presidente Trump declarou como uma das suas principais tarefas ainda nos tempos da sua campanha eleitoral", disse Peskov a jornalistas.

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Peskov sublinha que o líder russo vê nos ataques americanos contra a Síria uma agressão contra um Estado soberano e violação das normas do Direito Internacional sob um pretexto fictício.

"Putin também vê nos ataques contra a Síria por parte dos EUA a tentativa de desviar a atenção das múltiplas vítimas entre a população civil no Iraque", acrescentou Peskov.

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Contudo, continuou Peskov, do ponto de vista do presidente russo, o total menosprezo dos casos de uso de armas químicas pelos terroristas somente agrava significativamente a situação.

Os Estados Unidos lançaram pelo menos 59 mísseis de cruzeiro na noite desta quinta-feira em um aeródromo sírio próximo à cidade de Homs. O ataque seria uma resposta de Trump às denúncias de uso de armas químicas proibidas pelo governo sírio, responsável pela morte de 100 pessoas na terça-feira.

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