Putin acha compreensível desejo europeu de criar exército comum
O desejo europeu de criar Forças Armadas conjuntas para garantir sua própria segurança é compreensível e natural, opinou o presidente russo Vladimir Putin ao comentar a iniciativa do seu colega francês, Emmanuel Macron
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247, com Sputnik - O desejo europeu de criar Forças Armadas conjuntas para garantir sua própria segurança é compreensível e natural, opinou o presidente russo Vladimir Putin ao comentar a iniciativa do seu colega francês, Emmanuel Macron.
O líder da França propôs criar um "exército de toda a Europa" independente dos EUA, inclusive para os fins da cibersegurança. O político sublinhou que, hoje em dia, a Europa se depara com numerosas tentativas de intervenção nos seus processos democráticos internos. Donald Trump, por sua vez, qualificou a ideia como "insultuosa".
Vladimir Putin comentou a iniciativa, em uma entrevista exclusiva ao Russia Today/França durante os eventos comemorativos do 100º aniversário do armistício na Primeira Guerra Mundial, que transcorreram neste domingo (11) em Paris com a participação de muitos líderes mundiais.
"No que se refere às Forças Armadas alternativas, de toda a Europa, não é uma ideia nova, agora o presidente Macron a reanimou, mas ouvi falar disso ainda de um dos antigos presidentes, Jacques Chirac [1995-2007]. Em princípio, a Europa é um organismo econômico forte, uma união econômica forte, e em geral é perfeitamente natural que seus países queiram ser independentes, autossuficientes, soberanos na esfera da defesa e segurança", assinalou.
Putin também frisou que esse processo "no geral é positivo do ponto de vista do reforço do caráter multipolar do mundo" e comentou as recentes manobras da Aliança Atlântica na Noruega, realizadas muito perto da fronteira russa.
"Quanto às manobras, também as efetuamos, embora nós não realizemos exercícios de larga envergadura perto das fronteiras com os países-membros da Otan. As grandes manobras mais recentes se deram aqui no leste, à distância de milhares de quilômetros da fronteira dos países da Otan", disse.
No entanto, o líder russo assegurou que em geral a parte russa vê essas manobras "tranquilamente" e espera que o diálogo "que sempre faz falta" desempenhe um papel positivo também nessa área.
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