Protestos suspendem parcialmente vestibulares no Chile

O acesso à educação de qualidade tem sido uma das demandas do movimento social, impulsionado originalmente por estudantes secundaristas

Protesto no Chile
Protesto no Chile (Foto: REUTERS/Rodrigo Garrido)


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Reuters - A prova geral para admissão nas universidades públicas e privadas no Chile foi parcialmente suspensa por protestos em sedes em todo o país, em meio à agitação social iniciada em outubro.

O acesso à educação de qualidade tem sido uma das demandas do movimento social, impulsionado originalmente por estudantes secundaristas. O mecanismo de admissão nas universidades através de um único teste é, de acordo com muitos especialistas, um sistema que segrega os alunos de acordo com sua origem social.

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As autoridades educacionais suspenderam temporariamente o exame em pelo menos 64 dos mais de 700 locais autorizados devido a manifestações e distúrbios, mas garantiram que as pessoas atingidas poderão concluir o processo posteriormente.

“Esse grupo de jovens que foram afetados... terão uma solução, uma alternativa, para fazer a PSU (prova de seleção universitária)”, disse o subsecretário de Educação, Juan Vargas, a jornalistas.

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Cerca de 297.000 estudantes estavam inscritos para participar do processo, que ocorre na segunda e terça-feira em todo o país. A Assembleia Coordenadora de Estudantes Secundaristas (Aces) fez um apelo para que seja mantido o boicote contra a prova, que eles consideram discriminatória.

“Continuaremos nas ruas contra a educação de mercado e lutando por um país onde pobres possam estudar sem... segregação”, publicou a organização em sua conta no Twitter.

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O governo informou que 81 pessoas foram detidas por incidentes relacionados a protestos contra a prova. O exame, originalmente previsto para meados de novembro, foi adiado duas vezes devido aos contínuos protestos desencadeados pelo aumento do preço do transporte, mas que resultaram em várias demandas em relação a pensões, saúde e educação, entre outras.

Os protestos deixaram pelo menos 26 mortos, milhares de detidos e danos materiais substanciais à infraestrutura pública e privada.

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