Pronto para invadir, Israel pode considerar acordo diplomático

Ofensiva em Gaza alimenta a ira do mundo árabe e aumenta a pressão internacional por trégua

Pronto para invadir, Israel pode considerar acordo diplomático
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Reuters - Israel bombardeou dezenas de alvos em Gaza na segunda-feira e disse que, embora esteja preparado para intensificar a ofensiva enviando tropas, prefere a solução diplomática para encerrar os disparos de foguetes palestinos a partir do enclave.

O Egito, que faz a mediação entre os dois lados, afirmou que um acordo para encerrar o conflito pode estar perto. O líder do Hamas disse que cabia a Israel pôr fim ao novo conflito começado pelo país. Israel afirmou que a ofensiva tem como fim interromper os ataques de mísseis palestinos.

Doze civis palestinos e quatro combatentes foram mortos nos bombardeios, elevando a 90 o total dos mortos em Gaza desde o início dos ataques, na quarta-feira. Autoridades locais dizem que mais de metade das vítimas fatais era composta por não combatentes. Três civis israelenses também foram mortos.

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Após uma madrugada de relativa calma, militantes da Faixa de Gaza dispararam 12 foguetes contra o sul de Israel em um intervalo de dez minutos, sem causar vítimas, segundo a polícia israelense. Um dos projéteis caiu perto de uma escola, que estava fechada no momento.

Entre os alvos atingidos em Gaza pelos mísseis israelenses na segunda-feira, está um bloco de torres abrigando a mídia internacional pelo segundo dia consecutivo. Uma pessoa morreu no complexo, descrita por uma fonte de dentro do grupo militante Jihad Islâmica como um de seus combatentes.

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Khaled Meshaal, líder do Hamas no exílio, afirmou que Israel não conseguiu alcançar seus objetivos. O grupo islâmico governa a faixa de Gaza, situada na costa. Segundo Meshaal, uma trégua era possível, mas o Hamas não aceitará a exigências israelenses.

Primeiro, disse ele, Israel deve parar com os ataques e suspender o bloqueio ao enclave.

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"As armas da resistência pegaram o inimigo desprevenido", disse ele em uma entrevista coletiva no Cairo.

Os bombardeios israelenses à Faixa de Gaza causam fúria entre populações do Oriente Médio que tinham a esperança de uma posição mais dura dos seus governos contra Israel depois das revoltas da Primavera Árabe.

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"Em todo Estado árabe onde a nação está se erguendo para exigir seu direito, está exigindo também os direitos dos palestinos", escreveu o romancista egípcio Ahdaf Soueif no jornal Al Shorouk.

Mais de 500 ativistas egípcios entraram no domingo na Faixa de Gaza para demonstrar solidariedade com os palestinos, algo impensável durante o regime de Hosni Mubarak, que manteve a fronteira do Egito com Gaza fechada mesmo durante os mais sangrentos dias da ofensiva aérea e terrestre de Israel em 2008/09.

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Mubarak foi deposto no ano passado, e seu sucessor Mohamed Mursi, cuja Irmandade Muçulmana tem fortes ligações com o Hamas, enviou na sexta-feira seu premiê a Gaza.

"Que nos mobilizemos e não fechemos nossos ouvidos e fechemos a passagem como costumava acontecer antes é algo bom", disse o engenheiro Islam Mahmoud, de 30 anos, no Cairo.

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