Promotores japoneses querem que Carlos Ghosn assine confissão

Promotores japoneses querem que Carlos Ghosn, o executivo preso que liderava uma joint venture automotiva que vendia 10 milhões de veículos por ano, confesse má conduta financeira, disse seu filho à publicação semanal francesa Journal du Dimanche; Ghosn está sendo mantido desde 19 de novembro em um centro de detenção em Tóquio por suspeita de ocultar ganhos na Nissan Motor

Promotores japoneses querem que Carlos Ghosn assine confissão
Promotores japoneses querem que Carlos Ghosn assine confissão (Foto: REUTERS/Regis Duvignau)


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247, com Reuters - Promotores japoneses querem que Carlos Ghosn, o executivo preso que liderava uma joint venture automotiva que vendia 10 milhões de veículos por ano, confesse má conduta financeira, disse seu filho à publicação semanal francesa Journal du Dimanche.

Ghosn está sendo mantido desde 19 de novembro em um centro de detenção em Tóquio por suspeita de ocultar ganhos na Nissan Motor. Ele também é acusado de violação grave de confiança ao transferir prejuízos com investimentos pessoais para a empresa, da qual era o presidente do conselho de administração e foi afastado.

Ghosn nega todas as acusações contra ele.

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Autoridades japonesas não autorizaram Anthony Ghosn, de 24 anos, a ver seu pai, que segundo o jovem teria perdido 10 quilos comendo três tigelas de arroz por dia na prisão.

Em sua primeira entrevista desde que promotores japoneses prenderam seu pai enquanto descia do jato privado, Anthony Ghosn afirmou que o pai lutaria para limpar seu nome.

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Perguntado se seu pai falava japonês, Anthony Ghosn disse que não. "O paradoxo é que a confissão que eles querem que ele assine está escrita exclusivamente em japonês."

A prisão de Ghosn marcou uma dramática queda para o líder empresarial que um dia foi exaltado por resgatar a Nissan à beira da falência.

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O executivo tem sido tratado como outros na detenção, preso em uma sala pequena e fria, sem advogado durante interrogatório.

A prisão de Ghosn atraiu críticas sobre o sistema legal no Japão, onde especialistas judiciais dizem que os promotores frequentemente tentam forçar confissões de suspeitos.

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O promotor-adjunto do Escritório de Promotoria Pública do Distrito de Tóquio, Shin Kukimoto, disse no mês passado que tal método não estaria sendo usado com Ghosn.

Anthony Ghosn afirmou ao Journal du Dimanche que o advogado de seu pai ainda não tinha visto o arquivo integral do promotor sobre o caso.

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