Projeto de lei do governo britânico para eliminar greves começa jornada pelo parlamento
A Grã-Bretanha está passando por uma onda de ações industriais, já que os aumentos salariais não conseguem acompanhar a inflação de dois dígitos
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LONDRES, 10 Jan (Reuters) - O governo britânico apresentou uma legislação ao parlamento na terça-feira (10) que exige que os principais serviços públicos mantenham níveis mínimos de segurança durante greves dos trabalhadores.
A Grã-Bretanha está passando por uma onda de ações industriais, já que os aumentos salariais não conseguem acompanhar a inflação de dois dígitos, que agora está em torno do máximo em 40 anos. Enfermeiras, equipes de ambulâncias e ferroviários estão entre os que fizeram paralisações.
As conversas entre ministros do governo e sindicatos na segunda-feira (9) não produziram um avanço para evitar novas greves planejadas.
O governo disse que fará consultas sobre os níveis mínimos de segurança a serem definidos para os serviços de bombeiros, ambulâncias e ferroviários como parte da nova lei. Outros setores cobertos pelo projeto de lei incluem serviços de saúde, educação, descomissionamento nuclear e segurança nas fronteiras.
"O povo britânico precisa saber que, quando tiver um ataque cardíaco, um derrame ou um ferimento grave, uma ambulância aparecerá e, se precisar de atendimento hospitalar, terá acesso a ele", disse o ministro dos negócios Grant Shapps ao parlamento.
“Estou apresentando um projeto de lei que dará poder ao governo para garantir que os serviços públicos vitais tenham que manter uma função básica, fornecendo níveis mínimos de segurança, garantindo que vidas e meios de subsistência não sejam perdidos”.
Os sindicatos reagiram com repulsa aos planos, argumentando que evidências de outros países mostram que essa legislação obriga os sindicatos a usar outras táticas, prolongando as disputas.
"Este é um ataque aos direitos humanos e às liberdades civis aos quais nos oporemos nos tribunais, no parlamento e no local de trabalho", disse Mick Lynch, secretário-geral do sindicato ferroviário RMT.
"Esta lei pode tornar ilegal uma greve efetiva e os trabalhadores podem ser demitidos por exercerem seu direito de retirar seu trabalho."
O grupo central sindical, o Congresso dos Sindicatos, descreveu o projeto de lei como antidemocrático e impraticável, pedindo aos membros do parlamento que o rejeitem.
O projeto de lei não será debatido na terça-feira e pode levar meses para se tornar lei. O Partido Trabalhista, de oposição, disse que revogaria a lei se chegasse ao poder em uma eleição nacional prevista para o ano que vem.
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