Procurador rejeita acusação de Nisman contra Cristina Kirchner

O promotor argentino Javier De Luca indeferiu ontem a acusação iniciada pelo seu colega morto Alberto Nisman contra a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, de tentar encobrir suspeitos de um atentando antissemita ocorrido no país; Nisman havia acusado a presidente argentina e seu chanceler Héctor Timerman de encobrir os suspeitos de uma atentado antissemita que deixou 85 mortos em Buenos Aires, em 1994

Procurador rejeita acusação de Nisman contra Cristina Kirchner
Procurador rejeita acusação de Nisman contra Cristina Kirchner (Foto: ENRIQUE MARCARIAN)


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BUENOS AIRES (Reuters) - O promotor argentino Javier De Luca indeferiu ontem a acusação iniciada pelo seu colega morto Alberto Nisman contra a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, de tentar encobrir suspeitos de um atentando antissemita ocorrido no país.

A decisão do promotor invalida a denúncia de Nisman, um caso que provocou comoção na Argentina pelos desdobramentos políticos que poderia causar.

"Não é possível avançar nas propostas processuais de prova de alguns fatos da denúncia, porque tais fatos não configuram delito", alegou na decisão que rejeita a acusação da Câmara Federal de Cassação Penal.

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"A resolução que indefere uma denúncia ou que rejeita um requerimento de instrução é equiparável a sentença definitiva, porque implica que os mesmos fatos denunciados, sob os mesmos pressupostos, não poderão ser investigados por quem pretende fazê-lo", esclareceu De Luca em sua decisão.

Nisman havia acusado a presidente argentina e seu chanceler Héctor Timerman de encobrir os suspeitos de uma atentado antissemita que deixou 85 mortos em Buenos Aires, em 1994.

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O promotor foi encontrado morto com um tiro na cabeça e uma arma ao lado de seu corpo em 18 de janeiro, quatro dias depois de apresentar a denúncia contra o governo. Sua morte ainda não foi esclarecida.

Apesar de a principal hipótese da investigação da causa da morte ser por suicídio, a promotora responsável pela investigação, Viviana Fein, disse que não se descarta um homicídio.

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"Embora o indeferimento de uma denúncia não tenha a mesma natureza processual da coisa julgada, os efeitos que produz desde o ponto de vista mencionado neste caso são similares, porque a linha de argumentação de seu indeferimento consiste em que os fatos denunciados não constituem nenhum crime", acrescentou De Luca sobre a ação que envolvia a presidente.

(Reportagem de Nicolás Misculin, com reportagem adicional de Juliana Castilla e Jorge Otaola)

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