Procurador-geral dos EUA: Justiça não encontrou evidências de fraude generalizada nas eleições
Apesar da alegações de Trump, que vem entrando com processos na Justiça contestando a votação, o procurador-geral dos EUA, William Barr, disse que não há evidências de ilegalidades que teriam modificado o resultado do processo, que deu vitória a Joe Biden
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Sputnik - O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta terça-feira (1º) que o Departamento de Justiça não encontrou evidências de fraudes generalizadas nas eleições de 3 de novembro.
Com 306 delegados no Colégio Eleitoral, o democrata Joe Biden foi o vencedor do pleito. O presidente dos EUA, Donald Trump, denunciou, sem apresentar provas até o momento, irregularidades na votação em diversos estados do país. O republicano terminou com 232 delegados.
Apesar da alegações da campanha de Trump, que vem entrando com processos na Justiça contestando a votação, Barr disse que não há evidências de ilegalidades que teriam modificado o resultado do processo.
"Até o momento, não vimos fraude em uma escala que pudesse ter provocado um resultado diferente na eleição", disse Barr em entrevista para agência AP.
Barra é visto como aliado de Trump
O procurador, que é considerado um aliado de Trump, explicou que um grupo de promotores e agentes do FBI têm trabalhado para verificar informações sobre supostas irregularidades nas eleições.
Antes do pleito, Barr chegou a falar que o voto por correspondência, especialmente durante uma pandemia, com as pessoas temendo ir às zonas eleitorais, era suscetível a fraudes.
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) November 29, 2020Suprema Corte da Pensilvânia rejeitou contestação eleitoral feita pelo Partido Republicano que buscava invalidar milhões de votos enviados por correspondência nas eleições dos EUAhttps://t.co/rmbIgf8T6m
Até o momento, Donald Trump não reconheceu a vitória de Biden, embora tenha admitido o início de uma transição de poder. Os republicanos entraram com várias ações para barrar a certificação dos votos nos estados, como na Pensilvânia, onde o pedido da campanha para invalidar o voto pelo correio foi rejeitado.
"Houve uma afirmação de que haveria fraude sistêmica e de que as máquinas foram programadas essencialmente para distorcer os resultados das eleições. Os Departamentos de Segurança Interna e de Justiça investigaram isso e, até agora, não vimos nada que comprove isso", disse Barr.
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