Principal assessor do ex-ditador peruano Fujimori articula na prisão golpe contra Pedro Castillo

Responsável por espionagem, repressão e corrupção durante a ditadura de Alberto Fujimori (1990-2000), Vladimiro Montesinos trama um golpe no Peru para impedir proclamação da vitória de Pedro Castillo

Vladimiro Montesinos, Keiko Fujimori e Pedro Castillo
Vladimiro Montesinos, Keiko Fujimori e Pedro Castillo (Foto: Reuters)


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247 - Reportagem do El País revela que Vladimiro Montesinos, que foi assessor do ex-ditador Alberto Fujimori durante sua presidência nos anos 1990, reaparece em alguns áudios telefônicos manobrando contra Pedro Castillo.  Ele se encontra trancafiado em uma prisão de segurança máxima.

Montesinos, de 76 anos, foi filmado este mês enquanto falava do telefone fixo do presídio de segurança máxima em que está detido. O principal assessor do ditador Alberto Fujimori, que dirigia a repressão e o serviço de inteligência, explica a um coronel aposentado como chegar aos juízes da Justiça Eleitoral que estudam as impugnações solicitadas pela candidata de extrema direita, Keiko Fujimori, para evitar a vitória nas urnas de Pedro Castillo. 

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“Se tivéssemos feito o trabalho que propusemos, não estaríamos mais neste problema de merda”, disse Montesinos a certa altura. Entende-se que se refere à vitória eleitoral  de Castillo. A conversa revelada dá lugar a múltiplas interpretações, mas o certo é que Montesinos, que muitos imaginaram como um velho que consome os últimos anos de vida na cela, não perdeu a capacidade de traçar um enredo.

Ele sugere procurar um intermediário para subornar cada um dos três membros do júri eleitoral nacional com um milhão de dólares para retirar da contagem final as mesas onde Castillo venceu em massa. Montesinos sabe que Keiko pode ir para a prisão, já que pesa sobre ela uma acusação de lavagem de dinheiro e organização criminosa, aponta a reportagem do El País.

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Vladimiro Montesinos Torres foi chefe de fato do Serviço Nacional de Inteligência do Peru (SIN) e assessor de segurança presidencial entre 1990 e 2000, durante o governo de Alberto Fujimori, em um período marcado pela corrupção e violação dos direitos humanos. 

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