Principais generais da Rússia e dos EUA participam de rara conversa sobre a Ucrânia

O chefe do Estado-Maior da Rússia, Valery Gerasimov, e o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Mark Milley, conversaram por telefone nesta quinta

Valery Gerasimov
Valery Gerasimov (Foto: Sputnik / Aleksei Druzhinin)


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Sputnik - O chefe do Estado-Maior da Rússia, Valery Gerasimov, e o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Mark Milley, conversaram por telefone nesta quinta-feira (19).

Os dois principais oficiais militares dos EUA e da Rússia discutiram "questões de interesse mútuo", incluindo o conflito em andamento entre a Rússia e a Ucrânia, disse o Ministério da Defesa russo em comunicado.

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O Ministério ainda observou que as conversações foram realizadas a pedido do lado norte-americano, segundo informações publicadas pelo portal RT.

O Pentágono, contudo, até o fechamento desta matéria, ainda não forneceu maiores detalhes sobre a conversa. As autoridades dos EUA se limitaram a dizer que os líderes militares "concordaram em manter as linhas de comunicação abertas".

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Falando em Bruxelas nesta quinta-feira (19), Tod Wolters, general da Força Aérea dos EUA e comandante aliado supremo da Europa (SACEUR, na sigla em inglês), expressou sua esperança de que as conversas entre Gerasimov e Milley aproximem uma solução diplomática para a crise em curso.

Os Estados Unidos e a Rússia estabeleceram uma linha direta desde 24 de fevereiro para evitar qualquer ampliação do conflito.

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A linha direta é uma linha telefônica aberta baseada na sede do Comando Europeu, em Stuttgart, na Alemanha. Ela está sob o comando do general Tod Wolters, que lidera todas as forças americanas na Europa.

As conversas de alto nível ocorrem menos de uma semana depois que o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, e o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, falaram pela primeira vez desde o início da operação militar de Moscou na Ucrânia, no final de fevereiro.

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Poucos detalhes sobre as negociações de alto nível surgiram desde então, com ambos os lados apenas confirmando que Austin e Shoigu discutiram diversas questões de segurança, incluindo a crise na Ucrânia.

A Rússia lançou uma operação militar sobre o Estado vizinho após o fracasso da Ucrânia em implementar os termos dos acordos de Minsk, assinados pela primeira vez em 2014, e o eventual reconhecimento de Moscou das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.

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O Protocolo de Minsk, mediado pela Alemanha e pela França, foi projetado para dar às regiões separatistas um status especial dentro do Estado ucraniano.

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