Primeiro-ministro polonês expressa indignação à Ucrânia após Kiev comemorar aniversário de Bandera

"De 100.000 a 200.000 poloneses morreram nas mãos de ucranianos", disse Mateusz Morawiecki. "Foi genocídio. Nunca esqueceremos disso"

Mateusz Morawiecki
Mateusz Morawiecki (Foto: Reuters)


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VARSÓVIA, 2 de janeiro (Sputnik) - O primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, expressou sua indignação nesta segunda-feira (22) ao primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, pela celebração do aniversário do controverso nacionalista ucraniano Stepan Bandera.

Em 1º de janeiro, as autoridades ucranianas realizaram uma série de eventos por ocasião do aniversário de Bandera.

"Não tenho palavras suficientes de indignação sobre todos os tipos de ações que elogiam ou saúdam os responsáveis ​​pelos crimes em Volínia. De 100.000 a 200.000 poloneses morreram nas mãos de ucranianos naquela época. Foi genocídio. Nunca esqueceremos disso... Hoje, algumas horas atrás, conversei sobre isso com o primeiro-ministro da Ucrânia e expressei a ele minha atitude absolutamente negativa em relação a todos que não entendem isso e perpetuam a memória de Bandera", disse Morawiecki, respondendo às perguntas dos cidadãos nas redes sociais.

A questão dos massacres de poloneses na Volínia e na Galícia Oriental em 1943-1945 é uma das mais difíceis nas relações entre a Polônia e a Ucrânia. Os massacres foram realizados pelo Exército Insurgente Ucraniano (UPA), o braço militar da facção de Bandera, a Organização dos Nacionalistas Ucranianos (ambas organizações são proibidas na Rússia).

Em 2016, a câmara baixa do parlamento polonês adotou uma resolução reconhecendo o dia 11 de julho como o dia nacional em memória das vítimas do genocídio cometido por nacionalistas ucranianos contra os habitantes da Segunda República Polonesa.

Pesquisadores ucranianos consideram esses eventos como consequências da guerra entre o Exército da Pátria Polonesa e a UPA, da qual também participou a população civil da região. O lado ucraniano estima suas perdas em 10.000 a 20.000 pessoas.

O parlamento ucraniano também adotou uma declaração condenando a decisão do parlamento polonês de reconhecer o massacre de Volhynia como genocídio. Os legisladores ucranianos acreditam que esta decisão "pôs em perigo os desenvolvimentos políticos e diplomáticos dos dois países".

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