Primeiro-ministro israelense diz que Colinas de Golã, tomadas da Síria, serão sempre de Israel

"As Colinas de Golã são israelenses, ponto final", afirmou Naftali Bennett

Primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, durante discurso na Assembleia-Geral da ONU em Nova York
27/09/2021 John Minchillo/Pool via REUTERS
Primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, durante discurso na Assembleia-Geral da ONU em Nova York 27/09/2021 John Minchillo/Pool via REUTERS


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Sputnik – Israel pretende manter as Colinas de Golã, que capturou à Síria em uma guerra em 1967, independentemente das mudanças de opiniões internacionais sobre Damasco mudem, informou o primeiro-ministro israelense Naftali Bennett, nesta segunda-feira (11).

Em 2019, o ex-presidente norte-americano Donald Trump foi contra outras potências mundiais ao reconhecer Israel como Estado soberano das Colinas de Golã, anexadas em 1981, um passo não reconhecido internacionalmente.

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As observações de Bennett chegam na esteira da atual administração democrata dos EUA se aproximar da discussão sobre o status legal de Golã e de alguns Estados árabes aliados de Washington, reporta a agência Reuters.

Em uma conferência sobre o futuro de Golã, Bennett inferiu que a disputa interna síria havia "convencido muitos no mundo de que talvez seja preferível que este belo e estratégico território esteja nas mãos do Estado de Israel [...] Mas mesmo em uma situação em que - como poderia acontecer - o mundo mude sua posição em relação à Síria, ou a Assad, isso não tem nenhuma relação com as Colinas de Golã [...] As Colinas de Golã são israelenses, ponto final", citado pela mídia.

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Em seu discurso, Bennett prometeu duplicar o tamanho da população israelense na região em causa. Atualmente, com cerca de 20 mil habitantes, a população israelense é quase igual ao da comunidade árabe drusa que, frequentemente, professa lealdade à Síria.

Uma fonte oficial do Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou os comentários do premiê de Israel, afirmando que "tais declarações e políticas agressivas não mudarão a eterna verdade de que Golã era e continuará sendo árabe e síria, e que retornará à sua pátria [Síria] mais cedo ou mais tarde", citada pela Reuters.

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Do lado de Washington, embora sua política não tenha mudado, a administração Biden se tem mostrado cautelosa na questão de Golã.

Quando questionado se Washington continuaria considerando a região parte de Israel, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, indicou que seria possível haver uma revisão da política, de acordo com a agência.

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