Primeiro-ministro do Timor Leste renuncia

O primeiro-ministro do Timor Leste, Xanana Gusmão, disse nesta sexta-ferai, 6, que sua saída tornou-se "obrigação moral e política" e que a decisão pretende abrir caminho à nova geração; em carta enviada ao presidente da República timorense, Taur Matan Ruak, Xanana Gusmão explicou que a sua demissão se prende ao "entendimento comum" da necessidade de "uma reestruturação profunda, que permita assegurar, nestes dois anos e meio que restam ao governo, maior dinâmica em termos de eficiência"; Ruak anunciou que convocou o Conselho de Estado para uma reunião na segunda-feira, 9, "para o exercício das suas competências constitucionais"

O primeiro-ministro do Timor Leste, Xanana Gusmão, disse nesta sexta-ferai, 6, que sua saída tornou-se "obrigação moral e política" e que a decisão pretende abrir caminho à nova geração; em carta enviada ao presidente da República timorense, Taur Matan Ruak, Xanana Gusmão explicou que a sua demissão se prende ao "entendimento comum" da necessidade de "uma reestruturação profunda, que permita assegurar, nestes dois anos e meio que restam ao governo, maior dinâmica em termos de eficiência"; Ruak anunciou que convocou o Conselho de Estado para uma reunião na segunda-feira, 9, "para o exercício das suas competências constitucionais"
O primeiro-ministro do Timor Leste, Xanana Gusmão, disse nesta sexta-ferai, 6, que sua saída tornou-se "obrigação moral e política" e que a decisão pretende abrir caminho à nova geração; em carta enviada ao presidente da República timorense, Taur Matan Ruak, Xanana Gusmão explicou que a sua demissão se prende ao "entendimento comum" da necessidade de "uma reestruturação profunda, que permita assegurar, nestes dois anos e meio que restam ao governo, maior dinâmica em termos de eficiência"; Ruak anunciou que convocou o Conselho de Estado para uma reunião na segunda-feira, 9, "para o exercício das suas competências constitucionais" (Foto: Aquiles Lins)


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Da Agência Lusa - O primeiro-ministro timorense, que pediu demissão do cargo, disse hoje (6) à Agência Lusa que sua saída tornou-se "obrigação moral e política" e que a decisão pretende abrir caminho à nova geração.

"Ou agora ou nunca mais e ficava a nova geração demasiadamente dependente", afirmou Gusmão depois de participar de um debate político em Díli sobre transição política e liderança.

Ele afirmou à Lusa que prefere o termo "deixar" o cargo de primeiro-ministro do que “abandonar, que tem um significado muito pejorativo", considerando que o momento é histórico não por sua causa, mas pelo que representa em termos de transição de uma geração.

"Histórico, talvez por se considerar que não é normal, mas eu penso que todos compreendem que a decisão foi pensada e refletida com muita profundidade", acrescentou. "Eu acredito que vai trazer muitos benefícios. A médio prazo,as pessoas vão pensar que foi a melhor decisão".

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À pergunta se vai continuar no governo, Xanana Gusmão respondeu que isso "depende do novo primeiro-ministro", recusando-se a confirmar, como presidente do maior partido do país, o Congresso Nacional da Resistência Timorense (CNRT), quem vai indicar ao presidente da República. "O presidente depois vai ver", disse.

Sobre o receio de alguns setores da sociedade timorense, de que a sua saída possa causar instabilidade, o primeiro-ministro demissionário manifestou-se otimista de que isso não vai ocorrer.

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"Eu não acho [que vá haver instabilidade]. Por isso é que, na minha intervenção, fiz um apelo para todos estarem calmos, para todos contribuírem da melhor forma", observou. "E, sobretudo, aos jornais timorenses, para não especular".

O presidente da República timorense, Taur Matan Ruak, anunciou que convocou o Conselho de Estado para uma reunião na segunda-feira (9), depois de ter recebido, nessa quinta (5), a carta de demissão. Além de convocar a reunião, "para o exercício das suas competências constitucionais", o presidente vai ouvir novamente os partidos com representação parlamentar.

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Na carta enviada, Xanana Gusmão explicou que a sua demissão se prende ao "entendimento comum" da necessidade de "uma reestruturação profunda, que permita assegurar, nestes dois anos e meio que restam ao governo, maior dinâmica em termos de eficiência".

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