Primeiro-ministro de Israel ameaça atacar o Irã

Bennett, que assumiu o cargo em junho, disse em um discurso que o Irã está no "estágio mais avançado de seu programa nuclear"

Primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, durante discurso na Assembleia-Geral da ONU em Nova York
27/09/2021 John Minchillo/Pool via REUTERS
Primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, durante discurso na Assembleia-Geral da ONU em Nova York 27/09/2021 John Minchillo/Pool via REUTERS


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Agência Brasil – O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, indicou hoje (23) uma prontidão para intensificar o confronto de Israel com o Irã e reiterou que seu país não se ateria a nenhum novo acordo nuclear iraniano com potências mundiais.

Negociações indiretas começarão no dia 29 próximo visando reativar o acordo de 2015, que o ex-presidente norte-americano Donald Trump abandonou por considerar insuficiente para encerrar projetos com potencial para a criação de bombas, uma opinião compartilhada pelos israelenses.

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Desde o rompimento dos Estados Unidos, o Irã, que nega buscar armas nucleares, viola o acordo ampliando o enriquecimento de urânio.

Bennett, que assumiu o cargo em junho, disse em um discurso que o Irã está no "estágio mais avançado de seu programa nuclear".

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Restrições mais duras

Embora seu governo tenha dito anteriormente que estaria aberto a um novo acordo nuclear com restrições mais duras ao Irã, Bennett reafirmou a autonomia de Israel para agir contra a República Islâmica.

"Enfrentamos tempos complicados. É possível que haja disputas com os melhores de nossos amigos", disse ele em uma conferência televisionada na Universidade Reichman.

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"Em todo caso, mesmo que haja uma volta a um acordo, Israel, é claro, não é uma parte do acordo e Israel não tem obrigações com o acordo", afirmou.

Sem chegar a ameaçar uma guerra explicitamente, o primeiro-ministro disse que tecnologias cibernéticas e o que considera vantagens de Israel por ser uma democracia e ter apoio internacional podem entrar em jogo. "O Irã é muito mais vulnerável do que se costuma pensar", disse.

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