Prestes a receber Temer, Macri reforça que impeachment foi legal
Em entrevista a jornais brasileiros, o presidente da Argentina afirmou que, apesar das "diferentes opiniões" sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff, "do ponto de vista institucional, o país seguiu todos os passos que correspondem"; "Acho que as instituições funcionaram", declarou; mesmo com as mudanças radicais na condução do País, Macri declarou que o governo brasileiro é de continuidade; "Independentemente de quem tenha sido convocado para o gabinete"
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247 - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que apesar da existência de "diferentes opiniões" sobre o processo de impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, "do ponto de vista institucional, o país seguiu todos os passos que correspondem". Na próxima segunda-feira (3), Macri se encontrará com Michel Temer, que fará sua primeira viagem a um país da América do Sul após assumir a chefia do Executivo brasileiro. Ele também disse ser contrário a posição de países como Bolívia, Venezuela e Equador, que qualificam o impeachment de golpe.
"Não estou de acordo... Acho que a Justiça é um poder independente, leva adiante investigações, geraram um impeachment, o Congresso votou. Acho que as instituições funcionaram", afirmou. "Convenhamos que está governando o vice-presidente da legenda do PT que ganhou a eleição passada. Desse ponto de vista, independentemente de quem (Temer) tenha convocado para o gabinete, é uma continuidade. Não importa o que ocorreu na coalizão governante. Vamos sempre ter uma atitude de respeito", destacou.
Macri disse que Dilma foi a primeira pessoa visitada por ele ao ganhar as eleições argentinas no ano passado e que sua intenção é trabalhar "em conjunto" com o Brasil independentemente de quem esteja à frente do Executivo. " A primeira pessoa que visitei foi Dilma Rousseff para trabalhar em conjunto, independentemente da afinidade política, pois eles tinham apoiado explicitamente o candidato (à Presidência) Daniel Scioli, de Cristina Kirchner. Brasil e Argentina estão acima da política conjuntural. Posso trabalhar com quem o Brasil decidir quem governa", afirmou.
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