Presidente turco diz que ataque a mídia foi resposta a complô

O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse nesta segunda-feira que as incursões policiais em veículos de comunicação ligados a um clérigo muçulmano que vive nos Estados Unidos, durante o fim de semana, fazem parte de uma resposta necessária contra "operações sujas" de inimigos políticos, e rejeitou críticas da União Europeia; "Eles gritam liberdade de imprensa, mas (as incursões) não tem nada a ver com isso", disse Edorgan durante a inauguração de uma ampliação de uma refinaria de petróleo perto de Istambul

Presidente turco, Tayyip Erdogan, durante uma cerimônia de inauguração em uma refinaria nos arredores de Istambul. 15/12/2014.  REUTERS/Osman Orsal
Presidente turco, Tayyip Erdogan, durante uma cerimônia de inauguração em uma refinaria nos arredores de Istambul. 15/12/2014. REUTERS/Osman Orsal (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Humeyra Pamuk

IZMIT, Turquia (Reuters) - O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse nesta segunda-feira que as incursões policiais em veículos de comunicação ligados a um clérigo muçulmano que vive nos Estados Unidos, durante o fim de semana, fazem parte de uma resposta necessária contra "operações sujas" de inimigos políticos, e rejeitou críticas da União Europeia.

As incursões no jornal Zaman e na TV Samanyolu marcam uma escalada na batalha de Erdogan contra seu ex-aliado Fetullah Gulen, com quem tem estado em confronto aberto desde o início de uma investigação sobre casos de corrupção nos círculos mais próximos do presidente.

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Erdogan acusa Gulen de estabelecer uma estrutura "paralela" no Estado por meio de aliados infiltrados no Judiciário, polícia e outras instituições, enquanto fortalecia sua influência através da mídia. O clérigo nega qualquer ambição de derrubar Edorgan.

"Eles gritam liberdade de imprensa, mas (as incursões) não tem nada a ver com isso", disse Edorgan durante a inauguração de uma ampliação de uma refinaria de petróleo perto de Istambul.

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"Não temos nenhuma preocupação sobre o que a UE deve dizer, se a UE nos aceita como membros ou não, não temos preocupações do tipo", disse ele.

A União Europeia, da qual a Turquia almeja fazer parte, disse no domingo que as ações policiais infringem valores europeus. Nesta segunda-feira, o Comissário de Expansão da UE, Johannes Hahn, disse que as incursões não são "mesmo um convite para que se continue indo adiante" com a Turquia.

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A polícia deteve 24 pessoas, incluindo executivos de alto-escalão e ex-chefes de polícia no domingo.

Erdogan disse que os padrões democráticos da Turquia estavam em ascensão e que as operações contra a rede de Gulen integram esforços para desenraizar forças antidemocráticas e iriam continuar.

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"Esse processo é o plantio das sementes de uma nova Turquia", disse ele.

"Aqueles que tentam se envolver em negócios sujos e relações sujas com a esperança de retornar a Turquia a seus antigos dias estão recebendo a resposta necessária, e vão continuar a receber."

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(Reportagem adicional de Ayla Jean Yackley e Ece Toksabay em Istambul, Adrian Croft em Bruxelas)

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