Presidente sírio comemora reconquista de Aleppo

Presidente sírio, Bashar al-Assad, disse que a reconquista da cidade de Aleppo é "uma vitória", mas "não significa o fim da guerra" no país; "A guerra não terminará até que o terrorismo seja eliminado", disse; Cidade Velha de Aleppo, cuja parte histórica é considerada Patrimônio Mundial da Humanidade, foi reconquistada ontem (7) pelas forças militares do governo sírio, as quais controlam agora 80% dos bairros

Prédios destruídos no distrito Saif al-Dawla, em Aleppo. 06/03/2015 REUTERS/Hosam Katan/File Photo
Prédios destruídos no distrito Saif al-Dawla, em Aleppo. 06/03/2015 REUTERS/Hosam Katan/File Photo (Foto: Paulo Emílio)


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Ansa - O presidente sírio, Bashar al-Assad, disse hoje (8) que a reconquista da cidade de Aleppo é "uma vitória", mas "não significa o fim da guerra" no país. As informações são da agência de notícias Ansa.

"A guerra não terminará até que o terrorismo seja eliminado", disse ele, em entrevista ao jornal sírio Al Watan. A Cidade Velha de Aleppo, cuja parte histórica é considerada Patrimônio Mundial da Humanidade, foi reconquistada ontem (7) pelas forças militares do governo sírio, as quais controlam agora 80% dos bairros.

O local estava sob domínio de grupos rebeldes, opositores ao regime de Assad, que está há 16 anos no poder. No entanto, os Estados Unidos, que também guiam militares na Síria contra grupos terroristas como o Estado Islâmico (EI), acusaram o regime de Assad e a Rússia de impedirem a chegada de ajuda humanitária, de atacarem estruturas civis e de usarem armas químicas.

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Trégua de cinco dias é pedida por rebeldes

De acordo com a imprensa síria, as forças leais a Assad conquistaram toda a Cidade Velha de Aleppo e chegaram a uma distância de 10 quilômetros dos rebeldes, que admitiram partir em retirada. Um dos líderes da facção rebelde pediu uma trégua de cinco dias para permitir a evacuação de civis em graves condições de saúde.

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A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 200 mil civis ainda estejam em Aleppo, apesar dos confrontos e ataques entre rebeldes e forças governistas. Na área onde estão os rebeldes, não há hospitais e os civis sofrem com a escassez de alimentos e água. Nem bolsas plásticas para enterrar os mortos há.

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