Presidente iraniano responde às promessas de Biden de que em breve EUA vão 'libertar Irã'

"O Irã foi libertado há 43 anos e está determinado a não ser feito refém por você"

Presidente dos EUA Joe Biden em Washington 28/9/2022
Presidente dos EUA Joe Biden em Washington 28/9/2022 (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)


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Sputnik Brasil - O presidente dos EUA, Joe Biden, disse durante um comício na quinta-feira (3) que em breve o Irã será "liberto", no entanto, ele não explicou o que quis dizer com isso, e rapidamente retomou o discurso sobre os cuidados de saúde dos veteranos.

 Enquanto o líder dos EUA falava sobre os esforços de sua administração para melhorar os cuidados com os veteranos e com as pessoas que estiveram no Iraque e Afeganistão, ele fez uma pausa e disse: "Não se preocupem, vamos libertar o Irã." Ele acrescentou de imediato que "eles muito em breve vão ser libertados por eles próprios".

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 Biden não forneceu mais detalhes, mas as pessoas reagiram às suas palavras com aplausos de aprovação.

 Em resposta às palavras de Biden de "libertar o país", o presidente iraniano Ebrahim Raisi disse que o Irã foi libertado durante a Revolução Islâmica de 1979.

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 "O Irã foi libertado há 43 anos e está determinado a não ser feito refém por você", disse ele aos partidários da Revolução Islâmica em possível referência a Biden.

 Há mais de um mês, o Irã tem sido palco de tumultos, gerados pela morte de uma jovem em uma delegacia. Em 13 de setembro, Mahsa Amini, de 22 anos, foi detida por usar o véu obrigatório que cobria sua cabeça de forma imprópria, segundo as normas religiosas.

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 Amini foi transferida para um centro de inteligência policial e militar para uma palestra e neste estabelecimento sofreu uma parada cardíaca. Embora tenha sido imediatamente levada para um hospital, a jovem morreu três dias depois.

 Autoridades iranianas acusam países ocidentais de apoiar manifestantes, e de transmitir em seus meios de comunicação mensagens subversivas e anti-iranianas com apelos de derrubar o governo no Irã.

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 Segundo as autoridades iranianas, os distúrbios foram orquestrados do exterior. Nesse sentido, o Ministério das Relações Exteriores iraniano convocou os embaixadores do Reino Unido e da Noruega, bem como o encarregado de negócios da França, para entregar uma nota de protesto contra as informações anti-iranianas propagadas pela mídia desses países.

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