Presidente do Peru diz que Congresso não tem votos para destituí-lo

Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, declarou nesta quinta-feira (21) que está otimista porque o Congresso peruano "não tem os 87 votos" necessários para destituí-lo por "incapacidade moral permanente" por conta dos seus vínculos com a Odebrecht; "O Congresso não vai me destituir. Não têm os 87 votos" requeridos para aprovar essa moção, insistiu Kuczynsk; ele voltou a negar categoricamente que tenha recebido propina da Odebrecht

Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, durante pronunciamento no Palácio do Governo em Lima 20/12/2017 Palácio do Governo do Peru/Divulgação via Reuters
Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, durante pronunciamento no Palácio do Governo em Lima 20/12/2017 Palácio do Governo do Peru/Divulgação via Reuters (Foto: Paulo Emílio)


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Agência Brasil - O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, declarou nesta quinta-feira (21) que está otimista porque o Congresso peruano "não tem os 87 votos" necessários para destituí-lo por "incapacidade moral permanente" por conta dos seus vínculos com a Odebrecht. A informação é da EFE *.

Em declarações feitas em Lima à emissora colombiana Blu Radio, o presidente peruano afirmou que contestou todas as críticas no curso de várias reuniões e apresentações sobre o contrato assinado pela sua empresa Westfield Capital com a construtora brasileira.

Kuczynski garantiu no domingo passado que não mentiu nem tentou ocultar as consultorias que a Westfield Capital fez para a Odebrecht e pelas quais a construtora pagou mais de US$ 782 mil entre 2004 e 2007, quando ele era ministro no governo do ex-presidente Alejandro Toledo.

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"Acredito que estas críticas são completamente injustificadas, no sentido de que uma vacância presidencial (destituição) não se faz com base em informação de 12 ou 15 anos atrás. O que se está buscando é um pretexto para me destituir e concretizar um golpe de Estado", disse Kuczynski, minutos antes de comparecer ao Congresso, onde fará sua defesa perante o pedido de destituição.

"O Congresso não vai me destituir. Não têm os 87 votos" requeridos para aprovar essa moção, insistiu Kuczynski. Ele reiterou que não recebeu dinheiro da Odebrecht: "Quando fui ministro, me afastei da empresa e a pessoa que ficou encarregada prestou assessorias a entes privados nas quais o Estado não teve nada a ver".

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"Eu era dono da empresa e anos depois recebi vários dividendos, mas não é dinheiro da Odebrecht, é dinheiro formal e declarado por um serviço, não por uma propina", completou o presidente, que apresentará hoje sua defesa perante o plenário do Congresso, que posteriormente debaterá e votará a moção de destituição.

Se Kuczynski for destituído e os vice-presidentes Martín Vizcarra e Mercedes Aráoz não aceitarem assumir a presidência, o titular do Congresso, o fujimorista Luis Galarreta, terá que convocar novas eleições gerais no prazo de um ano.

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Vices renunciarão

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, sinalizou ontem que seus dois vice-presidentes irão renunciar se o Congresso aprovar sua destituição da Presidência, e chamou a tentativa da oposição de retirá-lo do cargo de um "golpe" que precisa ser enfrentado.

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"Essa é uma convicção que meus dois vice-presidentes compartilham, porque nenhum deles quer fazer parte de um governo nascido de uma manobra injusta e antidemocrática", disse Kuczynski.

* Com informações da Agência Reuters

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