Presidente do México propõe trégua global de 5 anos para evitar conflitos militares

Para López Obrador, é importante dizer "não às provocações" e que ninguém quer "hegemonias no mundo"

Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador
Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador (Foto: Presidência do México/Divulgação via REUTERS)


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Sputnik Brasil - Chefe do Executivo mexicano concedeu uma série de declarações quando perguntado sobre a posição de seu país diante das tensões entre Taipé e Pequim. Para ele, é importante dizer "não às provocações" e que ninguém quer "hegemonias no mundo".

Nesta quinta-feira (4), ao ser indagado sobre a posição do México em relação às tensões entre Taiwan e China, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, propôs uma trégua de cinco anos no mundo para evitar guerras e provocações.

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"A posição de nosso país é que não haja guerras, que se evitem confrontos armados, que se busquem acordos por meio do diálogo. O mundo está disposto a acordar entre todos os povos, as nações, uma trégua de pelo menos cinco anos para enfrentar a crise que afeta os povos. Uma trégua que acabe com a guerra, o confronto, as provocações", afirmou.

Em sua visão, é importante que "deixe as coisas como estão. Assim que os confrontos pararem, especialmente a guerra [operação] da Rússia na Ucrânia, e que em cinco anos, isso possa ser feito pela ONU, uma revisão é feita", insistiu.

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López Obrador também considerou necessário promover atividades produtivas, criar empregos, cuidar dos pobres e buscar a cooperação de nações e povos para o desenvolvimento, no marco da trégua proposta.

"Não às provocações, não à guerra. Não queremos hegemonias no mundo. Não é pedir demais que EUA, Rússia e China aceitem essa proposta. E ela poderia ser levantada na ONU. Nenhum governo no mundo pode e deve agir de forma irresponsável", disse.

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O mandatário complementou argumentando que "não se trata de maniqueísmo, bom e mau, aqui se trata de levar em conta as necessidades do povo. Colocar o interesse geral do povo acima dos interesses de governos e grupos com poder econômico. Parece utópico, mas isso é o que é necessário, não o outro", disse ele.

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