Presidente do Grupo de Mídia da China questiona se "os George Floyds conseguem desfrutar a democracia dos EUA"
O presidente e editor-chefe do Grupo de Mídia da China discursou no sábado (4) na abertura do Fórum Internacional sobre Democracia
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Rádio Internacional da China - O presidente e editor-chefe do Grupo de Mídia da China (CMG, na sigla em inglês), Shen Haixiong, discursou no sábado (4) na cerimônia de abertura do Fórum Internacional sobre Democracia: Os Valores Compartilhados pela Humanidade, realizada em Pequim.
Em seu discurso, Shen Haixiong enumerou as consequências malignas causadas pela implementação forçada da “democracia norte-americana”.
“Ao longo dos anos, do Iraque ao Afeganistão, da chamada ‘democratização’ na África e na América Latina à Primavera Árabe, os Estados Unidos negligenciaram as enormes diferenças na história e realidade dos países e os forçou a implementarem a ‘democracia norte-americana’. Em consequência disso, os povos dessas nações ou mergulharam no abismo da miséria, ou enfrentaram o colapso econômico. Além disso, a paz e a estabilidade do mundo também foram muito prejudicadas. Nos últimos anos, a auréola dos Estados Unidos como o ‘farol global da democracia’ está desaparecendo. Do caos no Capitólio aos novos recordes de mortes pela Covid-19, a ‘democracia norte-americana’ está doente, gravemente doente!" - afirmou Shen Haixiong.
"Durante as mudanças recentes da conjuntura no Afeganistão, vídeos de notícias exclusivas divulgados do local de ocorrência pela Rede Global de Televisão da China (CGTN, na sigla em inglês) do CMG se tornaram uma fonte principal de informações de mídias mundiais. Os vídeos revelaram a matança indiscriminada de inocentes cometida pelas forças armadas estadunidenses e demonstraram o sofrimento sem fim trazido ao povo afegão, enviando informações objetivas e verdadeiras ao mundo. Tendo visto os olhos desesperados dos afegãos que perderam familiares nos chamados 'ataques de precisão' e sob o pretexto de antiterrorismo, penso: é essa a democracia que os Estados Unidos venderam ao mundo? Por que os estadunidenses não a experimentam em seu próprio país?" - questiona o presidente do CMG.
"Hoje, há cada vez mais homens perspicazes no mundo que percebem que ‘devem deixar o povo julgar se seu país é democrata ou não, em vez de deixar o julgamento para uma pequena parte de pessoas no exterior’. A democracia não é decorativa, ela deve ser eficaz. Se não consegue ter o povo no centro e melhorar o bem-estar da população, a democracia, seja quão delicada a retórica, nada mais é do que enganar-se a si mesmo e enganar os demais. Cabe perguntar se os George Floyds, sufocados a morte por policiais, conseguiram desfrutar a chamada ‘democracia’ e ‘direitos humanos’ propagados por políticos norte-americanos”, enfatizou Shen Haixiong.
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