Presidente boliviana ameaça Evo Morales: 'se regressar ao país, terá que enfrentar Justiça'

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, fez declarações hostis ao ex-presidente deposto por um golpe e exilado na Argentina, Evo Morales. Co, a possibilidade de Evo ser candidato ao Senado, ela disse que, se voltar ao país, o ex-presidente terá de acertar contas com a Justiça

Evo Morales
Evo Morales (Foto: Natacha Pisarenko/AP/Russia Today)


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Sputnik News - A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, aumentou nesta quinta-feira (3) a pressão para que a Justiça anule definitivamente a candidatura de Evo Morales ao Senado.

O ex-presidente foi indicado por seu partido como candidato a senador pela região de Cochabamba. O Tribunal Superior Eleitoral, no entanto, vetou o seu registro em 19 de fevereiro. 

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Morales então entrou com pedido para a anulação da inabilitação de sua candidatura, recurso que deve ser analisado até o final desta semana por um tribunal de garantias constitucionais de La Paz. Numa primeira audiência, o caso ficou empatado, por isso a corte convocou um terceiro juiz para deliberar sobre a questão.

Ao comentar o caso, Áñez disse que o líder indígena só deveria retornar ao país para ser julgado por "abusos cometidos durante sua gestão". 

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"Eu quero dizer a Evo Morales, que se regressar ao país, terá que enfrentar a Justiça por todos os abusos que cometeu durante sua gestão como presidente, por todos os atropelos aos direitos humanos", disse a presidente interina na cidade de Tarija, segundo a agência estatal ABI. 

"Esperamos que o tribunal freie o Movimento para o Socialismo e Evo Morales", acrescentou. 

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Outros candidatos e grupos de direita também pressionam pela confirmação da impugnação do registro de Morales. Após serem adiadas por diversas vezes, as eleições bolivianas foram confirmadas para ocorrer no dia 18 de outubro. 

O TSE considerou que o ex-presidente não podia ser candidato por Cochabamba por não morar por pelo menos dois anos em seu distrito no momento do registro. 

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Morales vive no exílio, primeiro por um breve período no México, depois na Argentina, desde que foi derrubado do poder em novembro de 2019. 

O seu partido, no entanto, argumenta que ele seus direitos foram violados e ele não deveria ser prejudicado por ter sido forçado a deixar a Bolívia. 

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