Presidente argentino diz que não existe dúvida entre 'preservar a economia ou a vida'
"Diante do dilema de preservar a economia ou a vida, não temos dúvida: escolhemos a vida", afirmou Fernández por meio do Twitter
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Sputnik - O presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse nesta quinta-feira (26) que entre o "dilema de preservar a economia ou a vida, escolhemos a vida".
"Diante do dilema de preservar a economia ou a vida, não temos dúvida: escolhemos a vida", afirmou Fernández por meio do Twitter.
A publicação foi feita após o mandatário participar de uma videoconferência com líderes do grupo G20 para discutir a resposta global à pandemia do coronavírus.
Na reunião, ele pediu a criação de um fundo mundial de emergência humanitária para conter os efeitos da COVID-19, doença provocada pelo vírus.
Durante uma videoconferência com líderes do G20 propus a criação de um Fundo Mundial de Emergência Humanitária para enfrentar, melhor equipados de insumos, a pandemia do coronavírus COVID-19. Diante do dilema de preservar a economia ou a vida, não temos dúvida: escolhemos a vida
Um comunicado da presidência informou que Fernández afirmou na videoconferência que o mundo precisava de soluções "extraordinárias" para lidar com a crise, o que inclui um fundo de ajuda aos países para "enfrentar, melhores equipados de insumos, o contexto que vivemos", segundo publicado pela agência Reuters.
O coronavírus chegou à América Latina e a maioria dos países vem adotando regimes de quarentena para tentar conter a COVID-19, que deixou mais de 20 mil mortos no mundo.
Putin pede plano para recuperar economia
Na cúpula virtual do G20, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu a adoção de um plano comum para recuperar a economia mundial após a pandemia; O líder afirmou que o atual momento não permite que se continue agindo conforme o princípio de "cada um por si" quando milhões de empregos estão em risco.
Alberto Fernández celebrou o fato de entidades como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional terem reconhecido que a dívida de alguns países eram insustentáveis.
A Argentina tomou um empréstimo do FMI em 2018 no valor de cerca de 44 bilhões de dólares, fora uma dívida externa de quase 70 bilhões de dólares.
"O tempo dos gananciosos chegou ao fim", afirmou Fernández. "Como ensina o papa Francisco, temos que abrir nossos olhos e nossos corações para atuar com uma nova sensibilidade", acrescentou.
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