Premiê se recusa a sair e cria disputa no Iraque

Primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki se recusou nesta segunda-feira, 11, a deixar o cargo e mobilizou milícias e forças especiais nas ruas, criando um perigoso duelo político em Bagdá; governo dos Estados Unidos, que ajudou a empossar Maliki após a invasão norte-americana em 2003, que derrubou Saddam Hussein, parabenizou Haidar al-Abadi, ex-tenente de Maliki indicado pelo presidente, Fouad Masoum, para substitui-lo; “A nomeação é ilegal e inconstitucional. Iremos contestar no tribunal federal”, disseram aliados de Maliki

Primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki se recusou nesta segunda-feira, 11, a deixar o cargo e mobilizou milícias e forças especiais nas ruas, criando um perigoso duelo político em Bagdá; governo dos Estados Unidos, que ajudou a empossar Maliki após a invasão norte-americana em 2003, que derrubou Saddam Hussein, parabenizou Haidar al-Abadi, ex-tenente de Maliki indicado pelo presidente, Fouad Masoum, para substitui-lo; “A nomeação é ilegal e inconstitucional. Iremos contestar no tribunal federal”, disseram aliados de Maliki
Primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki se recusou nesta segunda-feira, 11, a deixar o cargo e mobilizou milícias e forças especiais nas ruas, criando um perigoso duelo político em Bagdá; governo dos Estados Unidos, que ajudou a empossar Maliki após a invasão norte-americana em 2003, que derrubou Saddam Hussein, parabenizou Haidar al-Abadi, ex-tenente de Maliki indicado pelo presidente, Fouad Masoum, para substitui-lo; “A nomeação é ilegal e inconstitucional. Iremos contestar no tribunal federal”, disseram aliados de Maliki (Foto: Aquiles Lins)


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BAGDÁ (Reuters) - O presidente do Iraque nomeou um novo primeiro-ministro para acabar com os oito anos de governo de Nuri al-Maliki nesta segunda-feira, mas o líder veterano se recusou a sair e mobilizou milícias e forças especiais nas ruas, criando um perigoso duelo político em Bagdá.

Washington, que ajudou a empossar Maliki após a invasão norte-americana em 2003, que derrubou Saddam Hussein, parabenizou Haidar al-Abadi, ex-tenente de Maliki indicado pelo presidente, Fouad Masoum, para substitui-lo.

Mas o Partido Dawa, de Maliki, declarou que a substituição é ilegal, e o genro do premiê disse que ele irá reverter a decisão nos tribunais. Washington mandou um recado severo para que Maliki não “agite as águas” usando a força para preservar o cargo.

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Muçulmano xiita, Maliki é acusado por seus ex-aliados de Washington e Teerã de alienar os sunitas e incitar uma revolta que ameaça destruir o país. Líderes das comunidades sunita e curda do Iraque exigiram sua saída e até muitos xiitas se voltaram contra ele.

O próprio Maliki não disse nada sobre a decisão de trocá-lo, mantendo um silêncio pétreo nesta segunda-feira ao lado de um colega de partido, que leu uma declaração em rede nacional de TV declarando a nomeação de Abadi ilegal.

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Abadi "só representa a si mesmo", leu Khalaf Abdul-Samad.

O genro de Maliki, Hussein al-Maliki, declarou à Reuters que seu grupo irá combater a decisão: “Não ficaremos quietos.”

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“A nomeação é ilegal e inconstitucional. Iremos contestar no tribunal federal”.

Washington deixou claro seu apoio ao novo líder. A Casa Branca informou que o vice-presidente norte-americano, Joe Biden, transmitiu os cumprimentos do presidente, Barack Obama, a Abadi em uma conversa telefônica.

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O presidente Masoum pediu a Abadi que forme um governo que conquiste o apoio de todos os grupos do Parlamento eleito em abril. Em comentários feitos na TV, Masoum, um curdo, exortou Abadi a “formar um governo de base ampla” ao longo do próximo mês.

À medida que policiais e forças armadas de elite, muitas equipadas e treinadas pelos EUA, fechavam as ruas da capital Bagdá, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, enviou um alerta contundente para que Maliki não lute para se manter no poder.

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“Não deve haver uso de força, tropas ou milícias neste momento de democracia no Iraque”, declarou. “O processo de formação do governo é crucial para a manutenção da estabilidade e da calma no país, e temos esperança de que o senhor Maliki não irá agitar as águas.”

Opositores do premiê o acusam de abusar do sistema mantendo os cargos de segurança sob seu controle, em vez de compartilhar as posições com outros grupos, alienando especialmente os sunitas ao ordenar a prisão de seus líderes políticos.

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O Estado Islâmico tem explorado esse ressentimento para obter o apoio de outros grupos armados sunitas.

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