Premiê egípcio denuncia agressão israelense
Primeiro-ministro Hisham Kardil considerou bombardeio israelense sobre a Faixa de Gaza como "atos de agressão" e voltou a defender a criação de um Estado Palestino
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GAZA, 16 Nov (Reuters) - O primeiro-ministro do Egito, Hisham Kandil, em uma breve visita à Faixa de Gaza nesta sexta-feira, considerou os ataques de Israel ao território palestino como atos de agressão e disse que o governo egípcio vai negociar um cessar-fogo.
"O Egito não vai economizar esforços... para interromper a agressão e alcançar uma trégua", disse Kandil durante visita a um hospital de Gaza.
A violência continuou ao longo da fronteira Israel-Gaza durante a visita de três horas de Kandil.
Israel havia anunciado que pararia os ataques enquanto Kandil estivesse no enclave costeiro, desde que os militantes do Hamas fizessem o mesmo, mas os israelenses retomaram os ataques aéreos após disparos de foguetes palestinos contra o sul israelense.
O Egito, que atualmente tem um governo islâmico considerado ideologicamente próximo ao Hamas, já negociou tréguas anteriores entre Israel e militantes palestinos na Faixa de Gaza.
Kandil disse que o Egito, que assinou um tratado de paz com Israel em 1979, defende a criação de um Estado palestino tendo Jerusalém como capital.
(Reportagem de Nidal al-Mughrabi)
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