Premiê de Israel já pede guerra contra o Irã
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que comanda Israel e um gigantesco arsenal nuclear, disse que é preciso uma "ameaça militar clara e convincente" para impedir o Irã, de Mahmoud Ahmadinejad, de obter sua bomba atômica; não foi por acaso que Argo venceu o Oscar de 2013
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Por Matt Spetalnick e Paul Eckert
WASHINGTON, 4 Mar (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse na segunda-feira que o Irã está se aproximando de ter uma arma nuclear, apesar das sanções e da pressão diplomática, e que é necessária "uma ameaça militar clara e convincente" para conter o programa iraniano.
Falando via satélite a uma entidade pró-israelense dos Estados Unidos, Netanyahu deixou patente a sua impaciência com a estratégia de Washington em relação ao Irã, numa mensagem que pode ditar o tom para a sua reunião com o presidente Barack Obama durante sua visita deste mês ao Oriente Médio.
"Só as palavras não irão conter o Irã. Só as sanções não irão conter o Irã. As sanções devem ser acompanhadas de uma ameaça militar clara e convincente se a diplomacia e as sanções falharem", disse Netanyahu, sob intensos aplausos, ao Comitê Americano de Assuntos Públicos de Israel.
Mas, apesar da retórica dura, Netanyahu não deu sinais de que Israel poderia agir precipitadamente contra o Irã, num momento em que as potências mundiais retomaram o diálogo com Teerã, e quando ele próprio está envolvido na delicada tarefa de formar um novo governo em Israel, depois do surpreendente avanço da centro-esquerda nas eleições de janeiro.
As declarações, no entanto, mostram que a nova rodada de negociações internacionais com o Irã, ocorrida na semana passada no Cazaquistão, não chegou a atenuar as preocupações de Israel.
Netanyahu repetiu sua tese de que o Irã está usando a negociação para "ganhar tempo" e manter seu programa nuclear.
O governo israelense já sinalizou a disposição de bombardear instalações nucleares iranianas se considerar que as opções pacíficas para neutralizá-las fracassaram. Netanyahu tem pressionado o governo Obama a definir limites rígidos a partir dos quais uma ação militar norte-americana seria considerada justificável.
O Irã insiste no caráter pacífico do seu programa nuclear, e diz ter o direito soberano de continuar enriquecimento material atômico para uso em suas usinas.
Falando antes de Netanyahu no mesmo evento, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, garantiu que Obama "não está blefando" sobre a determinação norte-americana em impedir que o Irã obtenha armas nucleares. "Todas as opções, inclusive a força militar, estão sobre a mesa", afirmou.
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