Premiê da Tunísia renuncia e abre caminho para transição à democracia

Primeiro-ministro da Tunísia, Ali Larayedh, renunciou nesta quinta-feira como parte de um acordo com a oposição para concluir o processo de transição para a democracia; "Eu acabo de entregar a minha renúncia ao presidente", disse a jornalistas 

Tunisia's Prime Minister Ali Larayedh speaks during  a news conference in Tunis October 23, 2013. Larayedh confirmed on Wednesday his Islamist-led government was ready to step down once it has completed negotiations with the opposition to form a caretaker
Tunisia's Prime Minister Ali Larayedh speaks during a news conference in Tunis October 23, 2013. Larayedh confirmed on Wednesday his Islamist-led government was ready to step down once it has completed negotiations with the opposition to form a caretaker (Foto: Gisele Federicce)


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TÚNIS, 9 Jan (Reuters) - O primeiro-ministro da Tunísia, Ali Larayedh, renunciou nesta quinta-feira como parte de um acordo com a oposição para concluir o processo de transição para a democracia.

"Eu acabo de entregar a minha renúncia ao presidente", disse a jornalistas o premiê islamita.

"O presidente vai indicar como novo primeiro-ministro Mehdi Jomaa em breve, e ele vai apresentar seu novo gabinete nos próximos dias."

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Três anos após uma revolta popular contra o autocrata Zine el-Abidine Ben Ali, a Tunísia está no estágio final para estabelecer uma democracia completa antes de eleições em uma região instável.

A Tunísia, um dos países mais seculares do mundo árabe, tem sofrido com as divisões sobre o papel do Islã e o surgimento de militantes islâmicos radicais desde a revolta de 2011 que inspirou outras na região.

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O assassinato de dois líderes de oposição por homens armados no ano passado fortaleceu os adversários seculares do partido islâmico Ennahda, que tomaram as ruas do país exigindo a renúncia dos membros do partido e os acusando de serem condescendentes com os radicais.

O Ennahda chegou a um acordo no ano passado com o principal grupo de oposição, o Nidaa Tounes, para entregar o poder quando os partidos terminassem de escrever a nova Constituição, estabelecessem a data para uma eleição e nomeassem um conselho eleitoral para supervisionar a votação.

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(Reportagem de Aziz El Yaakoubi)

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