Prefeito de Buenos Aires surpreende e vai a 2° turno na Argentina
Com 96,8 por cento das urnas apuradas, Scioli, governador de Buenos Aires, venceu com uma pequena margem o primeiro turno das eleições presidenciais na Argentina, com 36,8 por cento contra 34,3 por cento do seu principal rival, o prefeito de Buenos Aires e ex-presidente do popular clube de futebol Boca Juniors, Mauricio Macri; com o resultado, a Argentina terá no dia 22 de novembro o primeiro segundo turno de sua história
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Por Guido Nejamkis do 247 em espanhol - "Com esse resultado as chances de o candidato oficial Daniel Scioli vencer a eleição presidencial são reduzidas drasticamente", observou o historiador e analista político Rosendo Fraga na segunda-feira de manhã.
Com 96,8 por cento das urnas apuradas, Scioli, governador de Buenos Aires, venceu com uma pequena margem o primeiro turno das eleições presidenciais na Argentina, com 36,8 por cento contra 34,3 por cento (600.000 margem de voto) do seu principal rival, o prefeito de Buenos Aires e ex-presidente do popular clube de futebol Boca Juniors, Mauricio Macri.
Assim, o presidente da segunda maior economia sul-americana será definido no 2° turno, em 22 de novembro, pela primeira vez em sua história.
O peronismo, a mais poderosa máquina eleitoral do país, perdeu o governo da mais populosa província de Buenos Aires, que abriga cerca de 40 por cento da população argentina, distrito que controlava desde 1987.
Os partidários de Macri, defensor de políticas pró-mercado com discurso desenvolvimentista e modernizante - comemoraram o resultado como uma vitória que o deixa às portas da Casa Rosada: é que praticamente todas as sondagens o colocam com pelo menos 6/7 pontos percentuais atrás de Scioli, a quem se acreditava ter chances de ganhar a Presidência no primeiro turno diretamente.
Scioli, um peronista tradicional de discurso moderado que tem sofrido ofensas da presidente Cristina Kirchner e da ala mais radical do chamado “kirchnerismo”, a facção do perionismo que governa a Argentina desde 2003 com uma marca personalista e autoritária, deverá agora se dirigir ao eleitorado independente para obter os votos que precisa para ganhar a presidência.
Essa parcela da população se encontra especialmente entre os eleitores do deputado federal e ex-prefeito da cidade próspera do Tigre (província de Buenos Aires), Sergio Massa, terceiro colocado com 21,2 por cento dos votos (4,8 milhões).
Mas Massa, ex-Chefe de Gabinete (Casa Civil) de Cristina Kirchner que rompeu com o governo em 2013, fez uma campanha crítica, em que acusou a presidente argentina de afogar em impostos e na inflação alta uma economia que praticamente não cresce desde 2012, enquanto propõe uma política firme contra o crime.
Um apoio explícito de Scioli a essas políticas para agradar eleitores de Massa poderia gerar mais divisões à aliança governista composta por "sciolistas" e "Kirchnernistas", este último muito ligado às bandeiras intervencionistas do Estado na economia e apegados a negar o aumento dos preços na Argentina, que em 2014 teve inflação acima de 35 por cento, segundo estimativas de economistas privados, uma das mais altas taxas do mundo.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247