Portugal consegue acordo com troika para desbloquear empréstimo
Governo de Passos Coelho conseguiu negociar internamente as exigências dos credores para liberar o lance de 2 bilhões de euros; grupo é formado pela Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional)
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Opera Mundi - Portugal anunciou neste domingo (12/05) que chegou a um acordo para desbloquear o empréstimo acertado com a troika – formada pela Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional). Após a reunião extraordinária com a presença do primeiro-ministro, o Conselho de Ministros português confirmou a "conclusão dos trabalhos relativos ao sétimo exame (artigo em aberto que impedia a liberação do empréstimo para Portugal)" da troika, assim como "confirmar as condições necessárias de seu fechamento".
Em outras palavras, o governo conseguiu negociar internamente as exigências exigidas pelos credores para liberar o lance de 2 bilhões de euros, e para que os ministros europeus de Economia e Finanças (Ecofin) concedam a Portugal uma ampliação dos prazos de devolução dos pagamentos.
“O Conselho de Ministros reuniu para se inteirar da conclusão dos trabalhos relativos ao sétimo exame regular e confirmar as condições necessárias ao seu fecho, de modo a que o senhor ministro de Estado e das Finanças possa delas dar nota nas reuniões que amanhã se iniciam em Bruxelas, do Ecofin e do Eurogrupo”, refere a nota oficial emitida pelo governo.
Segundo informações da Agência Efe, os dois partidos da aliança conservadora que integram a base governista portuguesa , o PSD (Partido Social Democrata) e o CDS (Democratas-Cristãos) -PP (Partido Popular) , solucionaram na reunião ministerial de hoje suas diferenças sobre as novas medidas de austeridade em Portugal, fato que ajudava a bloquear a liberação do empréstimo da troika.
O governoportuguês anunciou em abril cortes orçamentários de cerca de 4,8 bilhões de euros entre este ano e 2016 para cumprir as exigências do empréstimo de 78 bilhões de euros que a UE e o FMI concederam há dois anos. Essas medidas incluem diminuir 10% o orçamento de todos os ministérios, aumentar o trabalho dos funcionários de 35 para 40 horas semanais, reduzir seu elenco e estender em um ano, até os 65, a idade de aposentadoria.
Além de garantir as exigências da troika sobre déficit fiscal, o novo pacote de austeridade, rejeitado pela oposição de esquerda, compensa o desequilíbrio orçamentário de 1,3 bilhão de euros que abriu o mês passado uma sentença do Tribunal Constitucional contra outros cortes de previdência e subsídios.
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