Porta-voz da chancelaria russa acusa diplomata ucraniano de minar acordo interétnico no Cazaquistão
"As declarações de Pyotr Vrublevsky provam a natureza terrorista do regime de Kiev, no contexto do recente assassinato da jornalista russa Darya Dugina, disse Maria Zakharova
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TASS - O embaixador da Ucrânia no Cazaquistão, Pyotr Vrublevsky, está abertamente engajado em minar o acordo interétnico em seu país anfitrião, disse nesta terça-feira (23), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
"É impossível imaginar como um embaixador - uma pessoa que deveria fortalecer as relações bilaterais - está abertamente engajado em minar a harmonia interétnica no país anfitrião, pedindo a destruição de cidadãos deste país por motivos étnicos", disse a diplomata ao comentar os apelos públicos de Vrublevsky para matar "o maior número possível de russos". Mais de três milhões de russos étnicos vivem no país no qual ele é embaixador, enfatizou.
"O silêncio revelador por parte de Kiev sobre essas ligações é muito revelador. Não pode ser chamado de outra coisa senão um endosso", destacou a porta-voz russa.
"As declarações de Pyotr Vrublevsky provam mais uma vez a natureza terrorista e anti-humana do regime de Kiev, especialmente no contexto do recente assassinato da jornalista russa Darya Dugina pelos serviços especiais ucranianos", disse Zahárova.
Moscou espera que Nur-Sultan reaja ao apelo público do embaixador ucraniano para matar "o maior número possível de russos", disse a porta-voz.
"Temos certeza de que Nur-Sultan reagirá a essas declarações do embaixador ucraniano. Sabemos que ele já foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores da República. Até onde sabemos, também há petições dos cidadãos do Cazaquistão que exigem a deportação deste 'diplomata' que violou não apenas as regras diplomáticas e éticas elementares, incluindo a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961, mas também o artigo 174 do Código Penal da República do Cazaquistão, que prevê até sete anos de prisão por 'incitar ódio social, nacional, tribal, racial, de classe ou religioso'", observou a diplomata.
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