Por que o Reino Unido não ouve a voz da OEA na questão das Malvinas?, indaga mídia chinesa
Na 52ª Assembleia Geral da OEA, todos os representantes aprovaram uma resolução para defender os direitos legais da Argentina às Ilhas Malvinas
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Rádio Internacional da China (CRI) - Na 52ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), encerrada na sexta-feira (7), todos os representantes aprovaram uma resolução para defender os direitos legais da Argentina às Ilhas Malvinas e pediram a adoção de negociações pacíficas para resolver as disputas.
Não é a primeira vez que a OEA faz essa declaração. O organismo já aprovou várias resoluções que apoiam resolutamente a recuperação da soberania argentina sobre as ilhas, por meio do diálogo pacífico.
A questão das Ilhas Malvinas é considerada um “fóssil vivo” do colonialismo. Em 1816, a Argentina herdou a soberania sobre as Malvinas, após conquistar a independência do domínio colonial espanhol. Em 1833, o Reino Unido, que estava promovendo a expansão colonial na América do Sul, ocupou as ilhas à força. Em 1965, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que incluiu a questão das Malvinas na categoria de "descolonização", instando o Reino Unido e a Argentina a resolverem a disputa de soberania por meio de negociações. Em 2016, a Comissão sobre os Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas determinou que as Malvinas estão localizadas nas águas territoriais da Argentina.
O Comitê Especial de Descolonização das Nações Unidas instou também várias vezes o governo britânico a negociar com o lado argentino, porém, a orientação foi recusada repetidamente. A questão das Malvinas caiu em um impasse.
Por que o governo britânico se recusa a sentar na mesa das negociações? Além de querer se apropriar das riquezas naturais de petróleo e gás natural existentes nas águas da região, quer também manter a presença militar na América Latina, através de exercícios militares regulares e da implantação de armas antiaéreas. Com essas ações, o Reino Unido revive o antigo sonho do "império no qual o sol nunca se põe".
Na 51ª reunião recém-encerrada do Conselho de Direitos Humanos da ONU, todos os participantes pediram que o governo britânico e outros países ocidentais reflitam sobre o pecado histórico do colonialismo e tomem medidas para corrigir seus erros. O apoio da comunidade internacional à Argentina para a recuperação da soberania sobre as Malvinas reflete a justiça internacional, em favor de um mundo multipolar em oposição à visão colonialista. Face às vozes justas, a parte britânica se faz de surda. Deve retomar as negociações e devolver as ilhas ao povo argentino o quanto antes. O colonialismo deve chegar ao fim pelo caminho da democratização das relações internacionais.
Tradução: Florbela Guo
Revisão: Patrícia Comunello
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